sábado, 21 de maio de 2011

O AUTOR DESTE BLOG FOI PRESO POR NAO POR NAO "PRESTAR CONTINÊNCIA" NO RANCHO, QUANDO SE ALIMENTAVA


Primeiramente venho me desculpar, por não ter conseguido tempo de posta no blog as informações referente à minha "prisão" devido à correria em que me encontro, foram mais de 15 (quinze) reuniões com organizações civis organizada, assessoria jurídica, políticos, além das várias entrevistas à mídia. Por isso, estarei, por enquanto, apenas postando estas notícias e, ante mão, já digo que se depender de mim, farei tudo que estiver ao meu alcance para que nenhum outro profissional na segurança pública seja humilhado em seu ambiente de trabalho. soldado, cabo não são uma sub-classe de cidadão, por isso TODOS OS SEUS DIREITOS devem ser garantidos  sem qualquer discriminação. abraços a todos



Bombeiro é detido em Cuiabá por não bater continência a tenente

Regulamento determina que cabo deveria apenas cumprimentar a oficial.
Tenente considerou o fato como desacato à autoridade e deu voz de prisão.

Andréa Jover Do G1 MT
Bombeiro Júlio Lopes, de Cuiabá (MT) (Foto: Arquivo pessoal)Bombeiro Júlio Lopes foi detido, prestou depoimento
e acabou liberado (Foto: Arquivo pessoal)
Um bombeiro foi detido no início da manhã desta sexta-feira (19), em Cuiabá, quando tomava o café da manhã no refeitório do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. O fato ocorreu com o cabo Júlio César Lopes da Silva, que teria deixado de bater continência para uma tenente. O Comando do Corpo de Bombeiros vai abrir um procedimento administrativo para apurar o caso.
Por telefone, o militar explicou ao G1 que o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Mato Grosso remete ao Regimento de Continência, Honra, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas, para estabelecer punições disciplinares. E determina que, durante as refeições, não é preciso levantar e bater continência aos superiores. "Foi o que eu fiz: quando a tenenete entrou no refeitório, fiquei em silêncio", argumentou o bombeiro.
"Ela me mandou levantar e perguntou se eu não ia bater continência e eu respondi a ela que, pelo regulamento, isso não seria necessário. Foi então que ela saiu do refeitório, voltando minutos depois com cinco superiores e subordinados meus, ordenando voz de prisão por desacato", relatou. "O regulamento é bem claro quando determina que deve se manter em silêncio quando está se fazendo qualquer refeição, mas não precisa essa formalidade toda", completou Júlio César. No final da mahã, o cabo Júlio foi liberado e continuou exercendo suas atividades.
O militar tem Licenciatura Plena em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), é bacharel em Direito, técnico em Turismo pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e tem Especialização em Direito do Trabalho. Júlio obteve também o segundo lugar em um concurso nacional de monografias, abordando o tema Segurança Pública. Em seu currículo constam ainda vários artigos publicados na internet.
Um deles, produzido em 2008, ironicamente trata do tema "Definição de transgressão disciplinar", onde o bombeiro escreve: "Os regulamentos disciplinares das instituições militares costumam conceituar transgressão disciplinar como sendo qualquer violação dos princípios da ética, dos deveres e das obrigações militares, na sua manifestação elementar e simples, e qualquer omissão ou ação contrária aos preceitos estatuídos em lei, regulamentos, normas ou disposições, desde que não constituam crime". E argumenta que "somente pode ser considerada transgressão disciplinar as condutas expressamente dispostas em lei, sendo incabível a sua extensão, analogia ou proximidade".
Prisão "arbitrária"
O advogado do bombeiro, Marciano Xavier das Neves, considerou a prisão arbitrária. Segundo ele, "o regimento determina que basta cumprimentar o oficial e foi isso que o cabo Lopes fez", justifica. Ainda de acordo com o advogado, o militar não ofendeu a dignidade da tenente, não diminuiu a autoridade dela, tampouco faltou com decoro. Para Marciano das Neves, o comando do Corpo de Bombeiros é que cometeu a infração.
Após ser liberado, o cabo Júlio não confirmou se vai ingressar na Justiça contra a corporação, mas disse ao G1 que vai tomar todos os procedimentos necessários para que o fato não aconteça com outros colegas de farda que trabalham nos quartéis.
Caso será apurado
Em nota, a Coordenadoria de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros informou que "lamenta o atrito ocorrido nas dependências do quartel do 1º Batalhão de Bombeiros em Cuiabá, onde o cabo Júlio Cesar Lopes da Silva teria em tese desrespeitado e deixado de cumprir ordem emanada por uma tenente da unidade".
Diz ainda que foi aberto de imediato um procedimento administrativo, a fim de apurar os fatos, confirmando que o cabo permaneceu detido para prestar depoimento e após a oitiva foi liberado. Destaca também que testemunhas serão ouvidas.
Ainda de acordo com o comunicado oficial, o procedimento será remetido à Corregedoria da instituição, que vai avaliar se houve cometimento de transgressão disciplinar, crime militar ou se nada foi cometido. A apuração dos fatos deverá ocorrer em até 30 dias.
Em caso de transgressão militar, as punições vão desde uma advertência "até a exclusão a bem da disciplina". O crime é tipificado no Código Penal Militar e julgado pela Justiça Militar.
Extraído de http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/05/bombeiro-e-detido-em-cuiaba-por-nao-bater-continencia-tenente.html

12 comentários:

  1. Estamos contigo meu amigo, pode contar com o apoio do 2ºbbm..abraçoss...

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  2. Caro amigo blogueiro, professor, bacharel em direito não sei se poderia dizer BOMBEIRO MILITAR, estou aqui para lhe informar que bastar você pesquisar no Google ou qqr site de busca por nome de concurso público, você verá que N! cargos disponíveis que poderá se inscrever... continua...

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  3. Continuando... Nessa matéria não mostrou o que ocorreu de fato, e sim uma forma ridícula de mostrar no desespero de uma pessoa incompetente, que não conseguiu passar no CFO ou qualquer outro concurso como o da polícia civil. Talvez o que ocorreu e não foi veiculado na mídia, foi à falta de educação que você cometeu. E te informo que educação e boas maneiras não se aprendem em dezenas de faculdades e sim no seio da família, e o que você fez foi uma falta de educação simplesmente de não dar um bom dia e também por ter alterado a voz e ter sido extremamente grosseiro querendo usar dos seus supostos conhecimento em direito demonstrando pedância ou seria ignorância. Quero que o senhor analise a sua atitude que não foi profissional e encarar os fatos e assumir o erro.

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  4. Senhor Lopes...tendo em vista, o que tenho lido e observado em sua conduta...isso me parece ser CANDIDATURA ou ate líder de MOVIMENTO DE DESMILITARIZAÇÃO. Será que fazendo showzinho na mídia vai te eleger. Ass: PRAÇA CRÍTICO.

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  5. Cabo Lopes...você um mentiroso...me parece que você armou uma tremenda cilada... e apenas se você quisesse respeito que apenas dê o RESPEITO.
    praça 2º CIA/2ºBBM

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  6. Trabalhei com Cabo Lopes 5 anos no CURA, sempre respeito a todos, tantos os subordinados como os superiores, não ha nada que possa fala que desabone sua conduta. O fato de aparecer na mídia expondo a verdade não o faz pior, pelo contrário, eu o admiro. por que ele não é covarde. Todo praça que não é puxa saco está do seu lado. A casa dessa tenente que nos conhecemos ja era pra ter caido a muito tempo. Lopes, voce tem o nosso apoio.

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  7. Bom dia a todos, as arbitrariedade dentro do regime militar é conhecida por todos os brasileiros principalmente pela nosso “justiça” que vare a sujeira para debaixo do tapete o modo do estado abafar esses casos como por exemplo o caso do O soldado da Polícia Militar de Alagoas, Abinoão Soares de Oliveira, assassinado em nosso estado em instrução ministrada pela PMMT. Além disso, o maior problema do “BOMBEIRO DE MATO GROSSO” é que está sucateado em toda sua estrutura física e humana, escala de serviço desumana para praças e oficiais que não sabem a realidade das ruas porque simplesmente não tiram serviço operacional isto é nas ruas o estado gasta uma fortuna entre 03 e 04 anos para formar um oficial e quando eles chegam a instituição ficam numa sala administrativa tomando cafezinho e bate-papo da na internet e os que querem trabalhar são rechaçado por seus superiores que construíram uma cultura de fingir que trabalham. Logo pedimos ao Sr comandante geral do bombeiro de MT, que deixe de Ser omisso e malhonete desse governo que não tem compromisso com a segurança pública do nosso estado.

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  8. Grande coisa C.F.O (curso de formação de oficial) principalmente em Mato Grosso onde a maioria dos oficias antigos foram colocados por políticos da velha guarda e a grande maioria só tem um 2º graú e patente os novos turma de r2 ficam se matando entre si por uma por uma promoçãozinha e puxando o saco do governo por migalhas e os novos são oprimidos e limitados e não tem atitude prá nada na corporação.

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  9. Lopes continue na sua batalha, a guerra para a humanizaçao da PM e BM vai ser grande, por que se os comandantes tiverem que deixar a patente para comandar com os conhecimentos deles vai ser dificil. é so ignorancia. alguma coisa tem que mudar.

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  10. vc devia se tratar... subir na vida tentando passar por cima dos outros tem seu preço!!!

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  11. Caro Amigo Anônimo (a), gostaria de agradecer sua participação e aproveitar para dizer que sei que não sou tão bom/correto como acredito como sei que não sou tão ruim/errado como minhas inimizades acreditam que eu seja. Todavia, nunca tive medo de lutar por aquilo que acredito, sem ter receio das críticas que certamente receberei, as quais tentarei assimilar para me aperfeiçoar e melhor contribuir com a sociedade da qual faço parte. Nesse interim aproveito para externar que farei de tudo para por fim a segregação militar, na qual perpetua várias discriminações e desigualdades. Todos, soldados, sgt, coronel não passam de servidores públicos, sendo que nenhum deve ter privilégios e se beneficiar do seu cargo em detrimentos de outros servidores e da sociedade. A você, caro amigo Anônimo, meus sinceros agradecimentos.

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  12. Lopes, estou no exército há 20 anos e sei bem o que você passou. Infelizmente muitos abusam do poder advindo da precedência hierárquica, e confundem disciplina com subserviência. A finalidade da existência de um regulamento disciplinar tem sido constantemente deturpada, e alguns oficiais, quando sentem seu ego ferido, utilizam-se de imediato o regulamento como arma para realizar uma vingança mesquinha supostamente dentro da legalidade.

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