domingo, 6 de março de 2011

Caso de PM morto por afogamento em MT serve como parâmetro para todo o país - QUEREMOS O FIM DAS "BURRICES"

  •  O treinamento Militar é um meio de qualificação do profissional servidor da segurança pública, devendo prevalecer apenas o intuito qualificação de acordo com a função a ser exercida. Todavia, a maioria desses cursos, são recheados de futilidades, humilhações e abusos que serve apenas para criar no subconsciente do funcionário público o anseio de retribuir à sociedade aquilo que ele sofreu.
    ·  Ora, o assédio vai de pequenos xingamentos, tais como mocorongo, lêndea, inútil, lixo, etc., até chegar à agressão física, que pode ser decorrentes agressões ou de "treinamentos" exaustivos ou mesmo por prática de afogamentos, sufocamento, etc.
    ·  O certo é acabar com os abusos nos cursos militares e começar uma era de promoção de inteligência na segurança pública, com difusão de valores morais e sociais, não de crimes, principalmente contra os próprios servidores.
    ·  É inegável que o militar deva ter conhecimento das práticas que futuramente tomarão contra os cidadãos, até mesmo ter conhecimento do limite do uso de certas armas. Assim, torna-se inevitável que os militares sejam  "vítimas" das suas próprias armas, passando por experiências de receber gás de pimenta, choques, etc. Mas tudo isso com a devida proporcionalidade e com objetivo pedagógico.
    ·  O erro está na forma como esses treinamentos ocorrem, sem qualquer planejamento, com professores e monitores totalmente despreparados, que acabam levando tudo isso como piada, principalmente depois da onda "da tropa de elite".
    ·  Devemos largar de sermos palhaços e bonequinhos de fantoches para passarmos a agir como profissionais, fazendo surgir uma ciência da segurança pública.
    ·  Ora, na instituição onde trabalho - CBM-MT - já vi colocar um barco na cabeça dos militares que ficaram correndo descalço no asfalto quente. O que é isso, além de burrice? Total despreparo dos dirigentes dos cursos e da instituição.
    QUEREMOS O FIM DAS "BURRICES" NOS CURSOS MILITARES.
    LEIAMOS AGORA UMA NOTÍCIA SOBRE O ASSUNTO,  EXTRAÍDA DE http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=43679


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  • Caso de PM morto por afogamento em MT serve como parâmetro para todo o país


  • KATIANA PEREIRA
    DA REDAÇÃO




    A procuradora-geral do Ministério Público Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz, vai encaminhar uma notificação ao Exército, Marinha e Aeronáutica, com recomendações sobre os treinamentos que são oferecidos por essas corporações, principalmente, em relação às polícias militares.

    O revelação foi feita após ela receber, do promotor Vinícius Gahyva Martins, do Ministério Público de Mato Grosso, no começo da semana, um CD contendo imagens, vídeos e a denúncia oferecida pelo MPE contra 29 militares acusados de praticarem tortura contra alunos do 4º Curso de Tripulante Operacional Multi-Missão.

    O curso, ministrado por oficiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da PM, resultou na morte do soldado Abinoão Soares de Oliveira, da Polícia Militar de Alagoas, em abril do ano passado.

    Gahyva disse, em entrevista ao MidiaNews, que a procuradora do MPM mostrou preocupação com os constantes relatos de violência promovidos por agentes de Segurança Pública.

    Ele lembrou que a morte do soldado Abinoão ganhou repercussão nacional e foi o único caso no qual o MPE e a Polícia Militar conseguiram trabalhar juntos na denúncia e mostrar o que ocorre nos treinamentos policiais.

    "O Estado não pode aceitar esse tipo de conduta, com treinamentos do tipo Tropa de Elite. São fatos que, rotineiramente, ganham destaque na imprensa, demonstraram que essa não é conduta a ser seguida pela polícia. O emprego de violência gera mais violência", disse Gahyva.

    O promotor disse, ainda, que a discussão sobre os treinamentos oferecidos por militares também deverá entrar na pauta do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG). "Iremos apresentar esse tema aos procuradores gerais. Assim, todos os Estados receberão as recomendações e irão repassar as suas secretarias de Segurança", disse.

    Precedente

    A morte do soldado alagoano Abinião Soares não é a primeira em treinamentos oferecidos pela Polícia Militar de Mato Grosso.

    O "Caso Cadetes", ocorrido em 1998, ganhou ampla repercussão. Na ocasião, morreram afogados os aspirantes a vagas de oficiais da PM Sérgio Kobayashi e Evaldo Bezerra de Queiróz, no Córrego Caramujo, em Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá).

    Eles faziam treinamento por 20 horas ininterruptas, dentro do curso d'água.

    Denunciados
    Dos 29 militares denunciados pelo Ministério Público Estadual, no episódio da morte de Abinoão, por meio da 13ª, 14ª e 17ª Promotorias de Justiça Criminal de Cuiabá, na terça-feira (01), foram requeridas a prisão preventiva de sete.

    São eles: o Ten Cel Heverton Mourett de Oliveira, Major BM Aluísio Metelo Júnior, Cap PM Ricardo Tomas da Silva, 1º Ten PM Arnaldo Ferreira da Silva Neto, 1º Ten PM Carlos Evane da Silva, 1º Ten PM Dulcézio Barros Oliveira e 1º Ten PM Ernesto Xavier de Lima Júnior.

    De acordo com a denúncia do MPE, 19 pessoas foram vítimas das torturas praticadas. Os militares envolvidos no curso deverão responder por crime de tortura seguida de morte contra o soldado de Alagoas, Abinoão Soares de Oliveira.

    Os outros 22 militares denunciados pelo MP são: Henrique Correia Silva Santos, Eduardo Antônio Leal Ferandes, Juliano Chiroli, Lindberg Carvalho de Medeiros, Pedro Paulo Borges do Amaral, Ricardo de Almeida Mendes, Fernando Duarte Santana, Adilson de Arruda, Moris Fidelis Pereira, Antônio Vieira de Abreu Filho, Jonne Frank Campos da Silva, Valnez Duarte de Souza, João Alberto Espinosa, Aislan Braga Moura, Hildebrando Ribeiro Amorim, Honey Alves de Oliveira, Lucio Eli Moraes, Rener de Oliveira Michalski, Roberto da Silva Barbosa, Rogério Benedito de Almeida Moraes, Saulo Ramos Rodrigues e Wanker Ferreira Medeiros.

  • Um comentário:

    1. FOLHA DO ESTADO

      7 oficiais podem ter preventiva

      Terça, 01 de março de 2011, 10h36

      Folha do Estado - 03.01.11

      LAURA PETRAGLIA
      REPORTAGEM LOCAL

      O Ministério Público do Estado protocolou, na tarde de ontem, o pedido de prisão preventiva de sete oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, pela morte do soldado Abinoão Soares de Oliveira, em abril de 2010, durante um treinamento militar. Além dos sete, o promotor Vinícius Gahyva Martins, responsável pela ação, denunciou 29 pessoas por envolvimento na morte do soldado e por tortura aos demais alunos do 4º Curso de Tripulante Operacional MultiMissão (TOM-M).

      Segundo o promotor, os sete oficiais devem responder pelos crimes de tortura e tortura seguida de morte. De acordo com Gahyva, as prisões preventivas são necessárias para “manutenção da ordem pública e conveniência da instrução criminal”, já que ele acredita que os acusados podem atrapalhar o andamento processual caso continuem em liberdade.

      O promotor pediu a prisão dos tenentes Carlos Evane da Silva e Dulcezio Barros de Oliveira – oficiais do Bope acusados pela morte do soldado –, do tenente-coronel da Polícia Militar coordenador do Centro Integrado de OperaçõesAéreas, Heverton Mourett de Oliveira, do major do Corpo de Bombeiros Aluízio Metelo Júnior, do capitão PM Ricardo Tomas da Silva, e ainda do tenente PM Ernesto Xavier de Lima Júnior.

      “Que isso sirva de exemplo para todas as instituições responsáveis pela formação e treinamento dos nossos policiais. Enquanto essas pessoas que têm por dever proteger a sociedade forem treinadas com violência, o resultado continuará a ser policiais com desvio de conduta, que agem com truculência com a população”, disse ele ao lembrar que a pena para os crimes de tortura seguida por morte varia de 8 a 16 anos de reclusão.

      No caso dos denunciados, o crime de tortura sofre qualificação por ter sido praticado por agentes públicos, o que faz com que a pena seja aumentada em um terço ou um sexto

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