sábado, 12 de fevereiro de 2011

CAOS NO CORPO DE BOMBEIROS DE MT - Déficit de bombeiros em Mato Grosso é de 282%

Não foram poucas as reclamações quanto ao efetivo e jornada de trabalho do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. Atendendo às reclamções (muitas delas feitas por nós), o Jornal A Gazeta publicou no dia 06/02/2011 uma reportagem especial sobre o tema. Na oportunidade expressamos nossa estima a essa empresa jornalística. Segue abaixo a notícia. As fotos e demais partes da reportagem estaremos postando em breve.

(Enquanto isso na legião do mal....
Lex Luthor: Atenção!!!  Não podemos ser percebidos... eles devem continuar ralando... enquanto nós tramamos para dominar o mundo.
Sinestro: Mas... chefe... nois tamus ganhando mais de dez vezes mais ... isso não chama atenção???
Captain Cold: é por isso idiota... que vamos fingir que não é com nós.
Lex Luthor: Calem a boca... o plano é o seguinte....  


Enquanto isso na sala de justiça...

Policial: Socorro, Super Amigos... o bicho tá pegando....
Super Homem: Vamos .... nós temos que fazer alguma coisa...
Batmam: Senão ninguém faz. E não podemos ficar com medo... todos juntos, somos fortes, não há nada para temer.
Super Homem: Para cima.... e avante!!!!!


Chega de "brincadeira" Vamos ler A REPORTAGEM....


 

Déficit de bombeiros em Mato Grosso é de 282%


Atendimentos aumentaram 42% em 2010, mas estrutura continua muito menor que o necessário para conseguir chegar a todos os locais



Caroline Rodrigues

Da Redação

O déficit de militares no Corpo de Bombeiros é de 282% em Mato Grosso. A instituição, que teve um aumento de 42% nos atendimentos, em relação ao ano de 2009, tem 994 servidores, enquanto o ideal é 3,8 mil. A carência de profissionais também pode ser vista na quantidade de unidades. Apenas 17, dos 141 municípios do Estado, possuem batalhões ou companhias.

Os batalhões de Cuiabá e Várzea Grande, por exemplo, atendem outros 14 municípios da Baixada Cuiabana. Eles atuam nos casos envolvendo incêndio, afogamento, desastres naturais, atropelamentos, animais peçonhentos, deslizamentos e principalmente socorro médico, que foi responsável por grande parte da demanda.

O comandante do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, coronel João Rainho Júnior, explica que no último ano, a instituição recebeu parte da demanda do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um dos casos foi na frente da Câmara Municipal de Cuiabá. A vítima teve um mal súbito e perdeu a consciência no meio da rua. A população ligou para o Samu, mas os atendentes informaram que era para alguém pegar a mulher, colocar no carro e levar para o Pronto-Socorro.

Uma profissional da área de saúde estava no local e resolveu ligar para o Corpo de Bombeiros, porque a situação para remoção era inviável. Quando os militares chegaram, foram aplaudidos pelas pessoas que estavam no local.

A demora em outras situações, como as de atropelamento, acidente de trânsito, queimaduras e ferimentos, faz com que as estatísticas dos bombeiros tenham aumento significativo.

Somente os casos de atendimento médico resultaram em 18.227 ocorrências, o que representa 43% em relação ao total registrado em 2010, que foi 41.808 atendimentos.

Conforme Rainho, no ano de 2009, houve a mudança do atendimento médico de emergência, que antes era Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), coordenado pela instituição. O trabalho passou a ser chamado de Samu e coordenado pelo Estado. Desde a transferência, existem apenas 2 ambulâncias na região metropolitana do Corpo de Bombeiros. Elas são reservas para outras cidades do interior, onde a assistência tem atendimento compartilhado entre os militares e demais servidores estaduais.

Uma está no Batalhão de Cuiabá e outra em Várzea Grande. Elas acabam usadas para fazer os atendimentos. O problema é que quando uma unidade do interior precisa de manutenção, os veículos são encaminhados, deixando a Capital sem assistência.

O valor do trabalho na Capital fica a cargo do orçamento da instituição, já que não estão cadastrados para receber o recurso do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cronograma - Durante o período de estiagem, o trabalho do Corpo de Bombeiros fica focado nos casos de afogamento e queimadas, principalmente as florestais. No ano passado, o serviço foi intenso e muito desgastante. Rainho conta que as equipes precisaram ficar semanas no meio da floresta e fazendo revezamento para controlar as chamas. Além dos desgastes dos profissionais, muitos equipamentos acabaram danificados, como mangueiras, abafadores e fardas.

As ocorrências de afogamento também foram comuns, principalmente na Passagem da Conceição, em Várzea Grande. As pessoas procuram a beira do rio para aliviar-se do calor e acabam entrando na água sem nenhum critério de segurança. Alguns bebem muito e perdem a capacidade física de nadar. A situação melhorou após 1 bombeiro ficar de plantão na praia durante os finais de semana. "O ideal é ter uma pequena companhia no local, mas não há pessoal".

Rainho relata que o grande problema é a falta de bombeiros. Muitos equipamentos foram comprados pelo governo do Estado no último ano, como escadas, caminhões e equipamentos. A perspectiva é que a questão do pessoal seja solucionada até 2014, quando acontecem os jogos da Copa do Mundo de 2014 e Cuiabá é uma das cidades-sede. O coronel conta que existe o compromisso de serem realizados vários concursos públicos até o quadro ser completo.

Risco - No período de seca, as ocorrências são centralizadas nas áreas de risco. As enchentes e demais catástrofes precisam de atenção da instituição, que também participa efetivamente da Defesa Civil Estadual.

Como o Corpo de Bombeiros não está em todos os municípios, o socorro acaba demorando. Outra dificuldade é a falta de Defesa Civil Municipal, que na maioria das cidades é instalada após uma catástrofe.

Vistoria - Uma das funções mais requisitadas do Corpo de Bombeiros é a vistoria em imóveis e comércios. Apesar de ter o poder de liberar ou não um alvará, a instituição não tem amparo legal para fazer a interdição. Rainho assegura que a lei existe, mas precisa ser regulamentada no Estado, como acontece no resto do país. Para isto, o governo tem o projeto de um decreto, que ainda não foi publicado.

Apenas no ano passado, foram 4.156 vistorias realizadas. Mesmo não tendo condições de interditar um estabelecimento, qualquer problema que aconteça no local devido a falta de estrutura acaba resultando em atendimento, alguns casos incluem vítimas.

Prevenção - No campo da prevenção, os bombeiros são responsáveis por cursos e participam de eventos com grande aglomeração de pessoas. As 2 ambulâncias reservas são usadas em eventos, alguns deles realizados pela própria instituição.

Rainho conta que o curso de mergulho, por exemplo, está entre os melhores do país. O Estado recebe alunos de outros locais e forma um militar capaz de retirar vítimas de ferragens até debaixo d"água.



EXTRAÍDO DE http://www.gazetadigital.com.br/



3 comentários:

  1. Olá, meu nome é Eliane Monteiro, sou casada com o CbPM J. Monteiro lotado no 7° BPM Alcântara.(PMERJ)
    Meu marido é IFP SINA e na ultima sexta 11/02/11 ele foi chamado até a sala do oficial de dia onde recebeu a ordem para limpar o pátio do bpm, o que já era rotina apesar de não ser sua obrigação, ele informou ao Sub que limparia sim, mas que não mais sozinho ele queria que os responsáveis pela faxina se apresentassem para ajudar, não apareceu ninguem e ele voltou até a sala, lá falou com o Sub que não iria “carregar ninguém nas costas”, o sgt tomou as dores do sub e começou uma discutir com meu marido, que tem restrição médica pela psquiatria.
    Discutiram e o sgt deu voz de prissão ao meu marido, tiraram ele da opm por volta das 11:30 sem almoçar, sem comunicar a familia e o que é pior: o comandante tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, recusou-se a ouvir meu marido ouvindo apenas o ten. Eric Morse Cardoso de Souza e o sgt Gilcinei da Cunha Lima que o acusaram de desacato e ameaça.
    Só fui comunicada do ocorrido pelo meu próprio marido, após indiciarem ele quase as 16 horas, quando fui para o batalhão com toda documentação médica dele, fiquei no gabinete do cmt das 16:30 até as 20 horas e NINGUEM do comando veio falar comigo, quando meu marido voltou fui informada de forma rispida pelo Ten. Morse que o comando mandou que ele fosse conduzido imediatamente ao BEP, no auto de prisão em flagrante não constava em momento nenhum a condição médica dele e o Ten disse que não tinham obrigação de saber e muito menos o comandante teria obrigação de ouvir meu marido.
    Após horas aguardando uma palavra do comando e ter que exigir que ele fosse conduzido ao HCPM onde faz tratamento ambulatorial com o Dr Mello Neto desde 2009 (quando foi encaminhado pela própria unidade), soube que o comando havia dado orientação para que eu (A ESPOSA), não fosse junto com meu marido que a essa hora já estava fraco de fome e sem tomar um dos medicamento.(já eram quase 22:30)
    Chegando ao HCPM, fomos atendidas por uma Cap. Medica abençoada, avaliou meu marido que estava já com a pressão 170 x 100, fez exames e o encaminhou para a medicação e solicitou um parecer psiquiatrico para que só então após ser liberado ou não.
    Passamos a noite lá com escolta policial,sentados em cadeiras de plástico,assim que trocou o plantão (8:00)eu mesma fui solicitar a Oficial de Dia que pedisse o médico, e tive a surpresa:
    O Próprio Comandante do 7° BPM o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, estava ligando para o HCPM exigindo que meu marido fosse levado imediatamente ao BEP.
    Graças à Deus, aos amigos e médicos ele não foi levado (ainda), mas, não sei como será nos próximos dias, não temos advogado e nem dinheiro para tira-lo de la.
    Pelo que soube, está girando em torno de 5 mil reais para que um advogado entre com HC.
    Um praça que ganha 950 reais por mês, sem nenhum beneficio, agora sem possibilidade de pedir homologação de bolsa formação...
    O que faze???
    Se souberem de qualquer coisa que possa nos ajudar seremos gratos.

    Esposa de um praça PM humilhado em sua própria unidade pelo comandante, sub-comandante, tenente e o tambem (apesar de não parecer) praça sgt.

    Eliane Monteiro

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  2. Boa Tarde, Eliane.
    É com muita tristeza que li sua reclamação, já que mesmo com tanta reivindicação para a melhoria do serviço, ainda temos pessoas que pessam que militar é escravo que tem que limpar, cozinhar, etc. Policial faz serviço de segurança pública.
    Aconselho a procurar a defensoria pública que tem feito, apesar das dificuldades estruturais, um ótimo trabalho, conseguindo levar ao STF vários temas relacionados a nós militares (melhor do que pegar advogados que se aventuram na área militar).
    Abraços

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  3. Obrigada pela orientação.
    Fui até a defensoria pública militar e falei com o Defensor que de imediato entro com a LP, foi aceita pelo Promotor e Juiza e graças á Deus meu marido após 12 dias está em casa.
    Que Deus nos abençoe e guarde a todos
    Eliane Monteiro

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