quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SAMU-MT pode entrar em greve neste final de ano

Por mais de 15 anos o serviço de resgate fora feito pelo Corpo de Bombeiros, o qual em 2004 passou a trabalhar em parceria com o SAMU, cuja parceria ainda existe no interior do Estado de MT e dá certo. Na capital, por incompetência de gestão em recursos humanos, a parceria não deu certo. Quem perdeu foi a sociedade. O Bombeiro sozinho prestava um serviço incompleto, já que não possui em seu quadro médicos e enfermeiros com a Chegada do SAMU essa insuficiência fora suplida. O SAMU sozinho (coitado) não consegue prestar um serviço de qualidade por falta de know how   e de profissionais com treinamento específico para atendimento na rua (que é diferente dos atendimentos nos hospitais). Para se ter uma idéia logo depois da separação do bombeiro eles conseguiram capotar duas viaturas num mesmo dia.

O que o SAMU e CORPO DE BOMBEIROS devem fazer para melhor prestar um serviço de qualidade para a população é que cada um engula o seu ego (e as diferenças políticas) e voltem a trabalhar juntos. Mas para isso o gestor público deve ter a competência de gerir bem o recurso humano para não voltar as "pecunhinhas" do passado e de preferência que saiba ao menos conversar diferentemente do que aconteceu no passado.
 
vejamos a notícia abaixo.
 
   
 

Samu pode entrar em greve neste final de ano



Samu051

 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vem pleiteando, junto ao Governo do Estado, melhorias nas condições trabalhistas para a categoria. A proposta está firmada na luta pelo Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos; mudanças na legislação para que os médicos socorristas sejam devidamente regulamentados; no recebimento de insalubridade e periculosidade a adicional noturno, que até hoje a categoria nunca recebeu.

Outra proposta dos profissionais do Samu é a criação de um convênio com a Polícia Militar de Mato Grosso para que haja um policial em cada viatura. Segundo a assessoria de imprensa dos médicos, a violência na Capital tem assustados os socorristas, ao ponto de sentirem a necessidade de ter um segurança da PM para realizar os atendimentos pelas periferias da Baixada Cuiabana.

O prazo que a categoria propôs para aprovação das reivindicações é de 72 horas, já que a partir desta sexta (17) a Assembleia Legislativa entrará em recesso de fim de ano, ficando impossível haver qualquer tipo de votação. O Samu já indicou que se até o final desta semana não for resolvida a situação, a greve está confirmada e sem data para terminar.

O final do ano sempre é marcado pelos elevados índices de acidentes e caso o Samu entre em greve não haverá nenhum tipo de socorro para acidentados, apenas estará funcionando o socorro regulador, ou seja, os médicos que ficam de plantão na sede do Samu para orientar e providenciar aos acidentados o hospital para serem encaminhados.

EXTRAÍDO DE: http://www.circuitomt.com.br/home/materia/50012

Um comentário:

  1. excelente post.. (como de costume)

    lembro que no dia da separação, em agosto de 2007, o senhor Wilson Santos abriu o bico e não arcou com os 25% inerentes a responsabilidade financeira do município...Tendo assim o estado que assumir tal despesa...

    o SAMU, nesta época da separação, mesmo com seus 31 médicos, atendeu 900 ocorrências por mês (muito aquém dos 54 mil atendimentos no primeiro ano de implantação do SIATE em 1998)... Fora que a união entregou 12 ambulâncias para a capital e só se via rodando 4... época do escândalo da PLANAM, alguem lembra..?

    fora o "escroto" do secretário de adm. na época que disse que o fato de o SAMU na época atuar com o CBM-MT era um ato de ilegalidade... deu no que deu.. duas ambulâncias acidentadas no mesmo dia, com citado no texto..

    bom, não que o CBM-MT seja santo,... até pq na época só criaram o SIATE para fazer o atendimento as emergência de rua por meio de um convênio escuso entre SES-MT e o CBM-MT.. onde o médico e o enfermeiro responsável ficam numa sala apenas assinando a "papelada", sem ao menos ir para rua, já que era necessidade na época pelo Ministério da Saúde...(Tudo isso pq o CBM não tinha corpo médico "oficiais", por conta de criar vagas para filhos e parente de oficiais no CFO)..

    sem considerar que na época o SIATE recebia um bom dinheiro do SUS por cada transporte de vítimas... e o dinheiro ninguém via...

    o sistema de atendimento no Brasil é falido.. isso é fato... pq esperar o socorro de uma ambulância não entra na minha cabeça, levando em conta que tal veiculo foi desenvolvido para o transporte de vítimas, no máximo tal cuidado em emergência se da durante o transporte...

    agora, como incentivar a população a fazer 1º socorros, sem ao menos existir algo que ampare a mesma num ato falho...? (como a lei do bom samaritano nos EUA)..

    fato é que a emergência tem que ser atendida o qto antes (num tempo resposta de 4 minutos, segundo os especialistas).. e como esperar isso de uma ambulância..?

    bom isso até é possível, vide EUA e França... bom mas aí é outros quinhentos...uma outra história...

    afinal, o que pensar de profissionais de saúde com conhecimento hospitalar (vindo de toda sua vida academica) dentro de uma ambulância... será que não renderiam mais nos hospitais..? afinal, foram formados pra isso...!

    é... viva os Paramédicos... bom... essa tbm é uma outa loooonga história

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