sábado, 19 de setembro de 2009

Bandidagem transforma Mato Grosso em um ''inferno''

QUERO DESTACAR A NOTÍCIA JOSÉ RIBAMAR VEICULADA NO SITE EXPRESSOMT, A QUAL COM BASTANTE PROPRIDADE CONSEGUIU RESUMIR A SITUAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO. VERDADEIRO INFERNO.

Bandidagem transforma Mato Grosso em um ''inferno''

A segurança pública de Mato Grosso está no caos.O Estado está vivendo em um verdadeiro inferno.

Em Cuiabá, Várzea Grande e por todo o interior do Estado as reclamações são as mesmas: falta de segurança. Temos mais de um homicídio por dia na Grande Cuiabá em setembro, num total de 226 assassinatos em 2009, sendo 210 homicídios e 16 latrocínios - roubos seguidos de morte.

Os assaltos, principalmente os conhecidos como “saidinhas de banco” e os com invasão de residências dobraram nos últimos meses.

Sem contar que os bandidos já roubaram mais de 1.700 veículos este ano, e sem falar no “terror” que são os assaltos às agências bancárias no interior do Estado. Os bandidos já mataram 16 pessoas apenas neste ano em Cuiabá e Várzea Grande.

Algumas pessoas já se manifestam publicamente, outras preferem opinar sem se identificar, mas todas comungam do mesmo pensamento: o governador Blairo Maggi já deveria ter mudado tanto o secretário de Segurança Pública Diógenes Curado, quanto o comandante geral da Polícia Militar, coronel Antonio Benedito Campos Filho.

Sem contar, segundo destaca Júlio Amorim, de 48 anos, morador de Cuiabá, que as duas Policias, a Civil e a Militar estão sem comando há muito tempo. “Falta um secretário de pulso forte, que saiba comandar as suas duas principais polícias.

Não queremos uma Polícia truculenta, que não respeita o cidadão, mas também não queremos uma Polícia covarde, que trema na hora de enfrentar o bandido. Também precisamos de novos comandos, novas idéias, novas filosofias de trabalho para uma Polícia moderna, bem a frente dos bandidos”, comenta Amorim.

Para o universitário Jorge Paulino, de 29 anos, morador de Várzea Grande, a esperança de uma Polícia mais competente e mais presente com a chegada do delegado da Polícia Federal Diógenes Curado a frente da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) desapareceu com o passar do tempo.

“O doutor Curado é um grande delegado federal e um dos mais combativos ao tráfico de drogas. Eu, sinceramente esperava muito dele, principalmente no combate a criminalidade de Cuiabá e Várzea Grande, mas me enganei. Não sei o que está acontecendo, mas o homem forte da PF não está correspondendo”, afirmou Paulino.

Um advogado que pediu para não ser identificado foi bastante polêmico em afirmar que o setor de segurança pública de Mato Grosso está no caos. Ele garante que os Cartórios Centrais dos Centros Integrado de Segurança e Cidadania (Ciscs) de Cuiabá e de Várzea Grande estão superlotados de ocorrências, principalmente de crimes de roubos e furtos que nunca foram e jamais serão investigadas.

“Não dá mais para esconder. Os bandidos estão fazendo a festa, tanto em Cuiabá, como em Várzea Grande e em quase todas as cidades do interior do Estado. São assaltos com dezenas de reféns, que muito se fala e nada se faz. Enquanto isso os bandidos estão bem à frente da Polícia, fazendo assaltos em residências, no meio da rua, em comércios e por todos os lugares. Estamos vivendo como se estivéssemos no inferno em relação à segurança pública”, afirma o advogado.

Um empresário, que também pediu para não ser identificado chamou a atenção para os casos de latrocínio, um dos mais altos índices do país. Segundo o mesmo empresário, os bandidos estão matando suas vítimas, pessoas inocentes.

“Não sei quantas pessoas os bandidos já mataram este ano, mas sei que são muito. Sei disso por leio e vejo pela imprensa, todos os dias. Isso tudo está acontecendo e a gente não vê, na mesma proporção os resultados das prisões dos bandidos”. alerta o empresário. “Já foram registrados 16 latrocínios este ano na Grande Cuiabá.

“Antes tínhamos apenas trombadinhas, mesmo assim já ficávamos assustados. Hoje os bandidos estão cada vez mais audaciosos e violentos”, a opinião é do comerciário Jonas Oliveira, de 25 anos, vítima de um assalto no centro da cidade.

“Nem fui registrar a ocorrência, pois dias antes eu fui a um desses Ciscs acompanhar um amigo que também foi assaltado, e soube através de um policial que a Polícia Civil estava parada por falta de policiais para trabalhar”, comentou.

A realidade, segundo um policial civil que pediu para não ser identificado, é apenas uma só: não temos policiais, nem civis, muito menos militares para cobrir a demanda de ocorrências diárias.

Enquanto a Polícia Militar prende um ou dois ladrões, outros 30 escapam impunes. “Hoje nós precisáramos de, no mínimo 16 mil policiais nas duas polícias e ainda não somos oito mil”, desvenda o policial.

E o mesmo policial desabafa: “Antes os bandidos tinham alvos certos: agências bancárias e casas lotéricas. Hoje eles estão por todos os lugares, invadem casas de família, fazem refém, roubam carro, assaltam no meio da rua, param cidades inteiras, roubam farmácias, hotéis, coletivos, matam pessoas até dentro de motéis e tudo parece que cai no esquecimento.

Sem contar que o tráfico de droga se instala, dia e noite por cada metro, tanto de Cuiabá, como de Várzea Grande e pelas cidades do interior do Estado. Temos que mudar. Temos que fazer alguma coisa, caso contrário a situação se agravará ainda mais, inclusive com mais pessoas inocentes sendo assassinadas por bandidos”.

Um comerciante da área central de Cuiabá chamou a atenção à fala do governador Blairo Maggi no início de governo, quando prometeu trocar o comandante geral da Polícia Militar todo final de ano.

“Pelo que eu sei e pelo que eu acompanho, apenas um comandante geral ficou apenas um ano, os outros ficaram mais de dois anos. Claro, se a coisa vai bem para quê trocar, mas se está ruim como agora, então é melhor cumprir a palavra, disse o comerciante

A reportagem tentou contato, via telefone celular com o coronel Antonio Benedito campos Filho, comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, mas ele não atendeu as ligações telefônicas.

Fonte: José Ribamar Trindade

Extraído de http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=40332&codDep=3

Nenhum comentário:

Postar um comentário