sábado, 27 de junho de 2009

A polícia Militar de MT¨ao invés de exonerar os corruptos e criminosos do seu quadro de pessoal, resolve exonerar quem se utilizou de protestos para a melhoria da condição de trabalho e salários.

A polícia Militar ao invés de exonerar os corruptos e criminosos do seu quadro de pessoal, resolve exonerar quem se utilizou de protestos para a melhoria da condição de trabalho e salários. Absurdo.

Atenção comandante geral da Polícia Militar do Mato Grosso, quem vai às ruas reivindicar por melhoria da condição de trabalho, salários, escalas, equipamentos, etc é quem está preocupado com a melhoria da segurança pública, pois quem se utiliza da PM para a criminalidade (policiais corruptos) ficam quietinhos, já que estes não querem mudar este quadro nefasto, pois se beneficiam deste caos na segurança pública.

Presta atenção comandante, quando a manifestação traz benefícios para oficiais, estes são os primeiros a inflamar as manifestações, quando se diz respeito aos praças, tratam de exonerá-los.

Está na hora de acabar com esse militarismo arcaico que cria uma sub classe de cidadão (os militares) os quais estão proibidos de se manifestarem publicamente (art. 166 do CPM e item 70 do RDPM entre outros) precisamos de uma policia cidadã, qualificada, ciente do papel que desempenha... reivindicar por melhor condição de trabalho e salário são condutas necessárias para a melhoria da segurança pública no país. Porém, em sentido contrário à discussão para a melhoria do serviço de segurança, na PM e BM reina a lei do "cala a boca se não te exonero". .... Absurdo!...

EU QUERO OUTRA POLÍCIA, CHEGA DE CAOS E INSEGURANÇA.

ABAIXO SEGUE NOTÍCIA DO DIÁRIO DE CUIABÁ SOBRE O ASSUNTO (PARABÉNS, DIÁRIO)

Expulsão atinge cinco policiais

Da Reportagem de O diário de Cuiabá (www.diariodecuiaba.com.br)

A expulsão da Polícia Militar atingiu cinco "praças" da corporação, após comprovada, no âmbito administrativo, seu envolvimento na manifestação por reajuste salarial ocorrida em 2007, em Cuiabá. De acordo com o corregedor-geral da PM, o coronel Jorge Catarino Morais Ribeiro, o motivo da exoneração foi a conduta "inaceitável" adotada pelos militares em frente ao 1º Batalhão da PM, no dia 20 de abril de 2007. Outras duas exonerações publicadas em Diário Oficial não estão relacionadas ao fato.

Conforme o corregedor, os policiais teriam afrontado e desacatado oficiais, impedido a saída de outros militares do batalhão, e esvaziado os pneus das viaturas, impedindo o atendimento das ocorrências. "Para nós já é o suficiente para a expulsão. A PM não aceita esses tipos de atitudes", justifica.

O coronel explica que além dos cinco policiais já com o processo de exoneração concluído, sendo dois deles publicados em Diário Oficial – Rinaldo Luiz Siqueira Campos e Elias Ribeiro da Silva –, o Conselho de Disciplina da PM ainda analisa outros militares envolvidos, que também poderão ser expulsos da corporação.

"Não vi em momento algum policiais ameaçando ou fazendo desordem", afirma a ex-presidente da Associação das Famílias Milicianas da Baixada Cuiabana, Veranei Nogueira, que presidia a associação na época. Conforme ela, os policiais estavam presentes no local, juntamente com os membros da associação, de forma pacifica reivindicando melhorias salariais.

No entanto, enfatiza o corregedor, os policiais foram julgados conforme depoimento de várias testemunhas. "O problema não é a reivindicação, tanto é que houve discussões realizadas na Assembléia Legislativa. Mas, sim, a conduta que esse militares tiveram diante do Batalhão".

A reportagem tentou contato com Rinaldo, cuja exoneração foi publicada na semana passada, conforme afirmou Catarino, porém, não foi localizado. Mas familiares disseram desconhecer a exoneração do policial. Além do processo administrativo, afirmou o corregedor, os militares exonerados também respondem criminalmente. Os processos, segundo ele, tramitam pela 11ª Vara da Justiça Militar. (DC)

Extraído de http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=350429

VEJA TAMBÉM NOTICIA EXTRAIDA DO SITE DO CIRCUITOMATOGROSSO

Briga salarial de 2007 resulta em 2 expulsões


Ana Paula Bortoloni/Da Redação Jornal A Gazeta (Manchete)24/06/2009 07:40


A Polícia Militar excluiu da corporação 2 policiais por participação no movimento por reajuste salarial de praças (cabos, soldados e sargentos) realizado em 20 de abril de 2007. A justificativa é de que eles descumpriram o Código Militar quanto à disciplina, porque participaram do protesto no 1º Batalhão da Polícia Militar, provocando danos ao patrimônio público e desrespeitando os oficiais da corporação. A ação, organizada pelas mulheres da Associação das Famílias Milicianas, ocorreu durante as discussões que culminaram com a aprovação da reivindicação, pela Assembleia Legislativa, apenas dos oficiais.

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Os excluídos são o soldado Elias Ribeiro da Silva, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), e Rinaldo Luiz Siqueira Campos. Os nomes já foram publicados no Diário Oficial. Conforme o corregedor da PM, coronel Jorge Catarino, as atitudes de ambos foram consideradas "intoleráveis" pelo Conselho de Disciplina e, além do procedimento administrativo interno, eles também respondem criminalmente na Justiça Militar.
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Entre as irregularidades cometidas está o fato de murcharem pneus de viaturas e promoverem o aquartelamento de policiais no batalhão. Conforme Catarino, esta é a primeira decisão neste sentido e ainda há outros processos envolvendo praças. "Tem alguns que na época tiveram menor participação e, por isso, não serão excluídos".
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Ele garante que a exclusão não significa represália aos atos dos praças.
Por outro lado, as mulheres da Associação das Famílias Milicianas da Baixada Cuiabana se mostram revoltadas com a exclusão dos policiais. O soldado Elias, por exemplo, teria auxiliado na segurança do trânsito apenas para a caminhada da AL até o batalhão.
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Elas negam ações de vandalismo e avaliam a existência de perseguição do Comando Geral. Apontam que a maioria dos ex-PMs são servidores antigos e trabalhadores. Veranei Nogueira, que na época presidia a associação, nega que os policiais tenham sido impedidos de sair para as ruas e afirma que não há provas contra os excluídos. "Isso é abuso de autoridade porque estão excluindo trabalhadores e deixando bandidos trabalhando lá. Fomos nós que organizamos o movimento e em momento algum eles puxaram armas para ninguém".

EXTRAÍDO DE http://www.circuitomt.com.br/home/materia/24569

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