segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

CALA BOCA AO MOVIMENTO DA PMSC

Comandante da Polícia Militar de Santa Catarina afirma que amotinados serão punidos
Associação de Praças reclama dos métodos usados pelo governo estadual

Felipe Pereira felipe.pereira@diario.com.br
O comandante da Polícia Militar (PM) de Santa Catarina, coronel Eliésio Rodrigues, afirmou que fará tudo que estiver ao seu alcance para garantir a punição de todos os envolvidos com o motim que deixou a corporação em crise na última semana. Justificou que os pilares da instituição — hierarquia e disciplina — foram afrontados e negou que o movimento teve a participação somente de mulheres de soldados, cabos, sargentos e subtenentes. A paralisação terminou no sábado. Ao longo da semana, segundo ele, os praças se engajaram e tomaram as rédeas do movimento. Um manifestante foi fotografado fardado em Florianópolis.
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O diretor de imprensa da Secretaria de Comunicação do governo catarinense, José Gayoso, disse que a questão das punições será avaliada no futuro, mas ressaltou que hoje não existe nenhum sentimento de livrar os manifestantes. O maior temor entre os oficiais da PM é que seja concedida anistia aos integrantes da Associação do Praças de Santa Catarina (Aprasc) que participaram do movimento sob o argumento de que, se isso ocorrer, a hierarquia e a disciplina ficariam ainda mais comprometidas.
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Para evitar a impunidade, o comando da corporação tomou medidas logo no primeiro dia de protestos. Relatórios da Agência de Inteligência de todas as unidades fechadas foram enviados ao coronel Eliésio durante a os dias de motim. O comandante declarou que os casos serão avaliados de maneira individual a partir desta segunda-feira. Quando for comprovada transgressão disciplinar, os envolvidos serão punidos com advertência verbal ou prisão. Se a cúpula da corporação perceber indícios de crime militar, o processo será encaminhado para a Justiça Militar. No entendimento dos responsáveis por quartéis em Santa Catarina, impedir animosidade entre oficiais e praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) é tão importante quanto garantir a punição aos envolvidos.
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O temor é que seja repetida uma situação ocorrida em Minas Gerais há alguns anos, quando um episódio semelhante abalou a PM daquele Estado e causou quebra de respeito mútuo entre superiores e comandados. O coronel Eliésio disse estar consciente de que haverá resquícios do motim porque houve quebra de confiança e ofensas. Mensagens agressivas contra superiores foram postadas no blog da Aprasc, que está fora do ar. O comandante da PM declarou que durante o final de semana conversou com os responsáveis pelos batalhões catarinenses e pediu serenidade e calma para evitar hostilidades.
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As mesmas orientações foram repassadas durante a semana de motim para impedir confronto entre manifestantes e oficiais. Aprasc recorre a entidades para se livrar de punições O porta-voz da Aprasc, sargento Edson Fortuna, disse que vai procurar sindicato, sociedades civis e dos direitos humanos para intermediar negociações para impedir punições aos participantes do movimento. No entanto, ele declarou que a categoria sabia das conseqüências da atitude que, inclusive, está prevista em lei.
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O sargento declarou que apesar da desocupação dos quartéis e das punições anunciadas, vai manter a organização até a implantação da Lei 254. Mas Fortuna afirmou que não há expectativa de atitudes extremas até a reunião com a cúpula da segurança pública, em 7 de janeiro. Fortuna também reclamou dos métodos usados pelo governo estadual. Ele citou a ação da Procuradoria Geral do Estado, que retirou o site da Aprasc do ar por três meses. Também falou de um pedido para dissolver a entidade. O sargento declarou que nem nos tempo da ditadura havia reação contra direitos de expressão tão forte e desproporcional.
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De acordo com o porta-voz, a Justiça negou o pedido da Procuradoria Geral do Estado. Já a assessoria de imprensa da procuradoria informou que a decisão ainda não foi tomada. Sobre a multa imposta pela Justiça de R$ 90 mil por dia a partir de sexta-feira, a categoria entende que deve R$ 60 mil. O porta-voz garantiu que vai usar todos os meios legais para reverter a decisão. Também vai apelar para reabrir o site da Aprasc.
RETIRADO DE:
http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?newsID=a2350076.xml&tab=00068&uf=2

MOTIM DA PM - Comando promete punição

O comandante da Polícia Militar (PM), coronel Eliésio Rodrigues, afirmou que fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a punição de todos os envolvidos com o motim que deixou a corporação em crise na última semana. O movimento terminou no sábado, depois de seis dias.Eliésio justificou que os pilares da instituição – hierarquia e disciplina – foram afrontados e negou que o movimento teve a participação somente das mulheres.Ao longo da semana, segundo ele, os praças tomaram as rédeas.
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Um manifestante foi fotografado fardado em Florianópolis.O diretor de imprensa da Secretaria de Comunicação do governo estadual, José Gayoso, disse que as punições serão avaliadas no futuro, mas ressaltou que não há sentimento de livrar os manifestantes.Oficiais temem que haja anistia dos envolvidos
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O maior temor entre os oficiais é de anistia aos integrantes da Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) que participaram do movimento sob o argumento de que, se isso ocorrer, a hierarquia e a disciplina ficariam mais comprometidas.Para evitar a impunidade, o comando da corporação tomou medidas logo no primeiro dia de protestos. Relatórios da Agência de Inteligência de todas as unidades fechadas foram enviados ao coronel Eliésio durante o motim. O comandante declarou que os casos serão avaliados de maneira individual a partir de hoje. Se comprovada transgressão disciplinar, a punição será advertência verbal ou prisão. Se houver indícios de crime militar, o processo será encaminhado para a Justiça Militar.
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Para os responsáveis por quartéis em Santa Catarina, impedir animosidade entre oficiais e praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) é tão importante quanto garantir a punição aos envolvidos. O temor é que se repita o que ocorreu em Minas Gerais, quando um episódio semelhante abalou a PM daquele Estado e causou quebra de respeito mútuo entre superiores e comandados.O coronel Eliésio disse estar consciente de que haverá resquícios do motim porque houve quebra de confiança e ofensas. Mensagens agressivas contra superiores foram postadas no blog da Aprasc.
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O comandante da PM declarou que, durante o final de semana, conversou com os responsáveis pelos batalhões catarinenses e pediu serenidade e calma para evitar hostilidades. As mesmas orientações foram repassadas durante a semana de motim para impedir confronto entre manifestantes e oficiais.Aprasc diz que vai recorrer a entidadesO porta-voz da Aprasc, sargento Edson Fortuna, disse que vai procurar sindicato, sociedades civis e dos direitos humanos para intermediar negociações e impedir punições aos participantes do movimento.
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No entanto, ele declarou que a categoria sabia das conseqüências da atitude que, inclusive, está prevista em lei.O sargento declarou que, apesar da desocupação dos quartéis e das punições anunciadas, vai manter a organização até a implantação da Lei 254. Mas Fortuna afirmou que não há expectativa de atitudes extremas até a reunião com a cúpula da segurança pública, em 7 de janeiro. Fortuna também reclamou dos métodos usados pelo governo estadual.Ele citou a ação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que retirou o site da Aprasc do ar por três meses. Também falou de um pedido para dissolver a entidade.
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O sargento declarou que nem nos tempo da ditadura havia reação contra direitos de expressão tão forte e desproporcional.De acordo com o porta-voz, a Justiça negou o pedido da PGE. A assessoria de imprensa da procuradoria informou que a decisão não foi tomada. Sobre a multa de R$ 90 mil por dia a partir de sexta-feira, a categoria entende que deve R$ 60 mil. O porta-voz garantiu que usará todos os meios legais para reverter a decisão e para reabrir o site da Aprasc.felipe.pereira@diario.com.br
FELIPE PEREIRA

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