domingo, 5 de outubro de 2008

Justiça Militar condena ex-capelão

Justiça Militar condena ex-capelão

Cheregatto foi acusado de desviar dinheiro da capela da Base Aérea (Foto: Fábio Lima)
Por quatro votos a um, o ex-capelão da Base Aérea de Fortaleza, José Severino Cheregatto, foi considerado culpado pelo desvio de dinheiro da Capela de Nossa Senhora de Loreto. No fim do julgamento, a juíza auditora, Maria do Socorro Leal; e os juízes militares consideraram que Cheregato se apropriou do dinheiro da capela em função do cargo público que exercia, sendo enquadrado no crime de peculato.
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O julgamento ocorreu, na manhã de ontem, na Auditoria Militar, no bairro de Fátima. A pena aplicada ao ex-capelão é de três anos de reclusão em regime aberto. Os advogados Paulo Quezado e João Marcelo Pedrosa, que fazem a defesa de Cheregatto, afirmaram que irão recorrer da decisão junto ao Superior Tribunal Militar.Padre Cheregatto foi julgado ainda por prevaricação, crime previsto no artigo 319 do Código Penal, por não ter registrado, adequadamente, a movimentação financeira da capela. Ele foi absolvido por unanimidade desta queixa.
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Anteriormente, Cheregatto foi absolvido em outros dois processos em que foi acusado de estelionato (compra de passagens) e de envolvimento no suposto assassinato de dois soldados da Base Aérea. Contra ele não havia provas.

2 comentários:

  1. A justiça militar tinha que condenar os Comandantes da Aeronáutica a época, responsáveis pelas prisões e expulsões de mais de 10.000 militares inocentes dos seus quadros por motivos políticos, onde uma maioria foram os Cabos da FAB expulso por uma Portaria de natureza política que perdurou nos anos de Chumbo da Ditadura Militar, e nos dias atuais ainda interfere na nossa política alegando ser a Portaria para um grupo política e para outro administrativa, para não assumir a responsabilidade das atrocidades que cometeram com a categoria na administração militar. Outro fato irrelevante é passar informações desencontradas com a verdadeira realidade para as nossas autoridades, com objetivo embaraçar de qualquer forma os entendimentos dos magistrados e procuradores da República, impedindo que essas autoridades venham se cientificar de toda a verdade e conceder os nossos direitos de acordo com a Lei de Anistia Política 10559/2002. A Portaria 1.104/Gm3/1964, foi um instrumento de exceção nocivo e de natureza política que iniciou nos anos de 1964 e só foi revogada pelos os Comandantes Torturadores da Aeronáutica nos anos de 1982, e hoje em um governo democrático alguns ainda vivos. Estão sendo ostentados por altos salários mantido pelo governo federal, e apoiado pelo o órgão jurídico da união (AGU) onde ainda são defendido pela máquina administrativa deste governo, com objetivo de proteger os cofres público da união, não importando de descumprir a nossa Constituição de 1988, que foi feita para assegurar os direitos de todos os brasileiros vítimas das feridas provocadas pelos 20 anos da Ditadura Militar neste país.

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  2. Amigo Pedro da Silva Lisboa - o Jusmilitar ficaria honrado de poder publicar seu depoimento. Favor fazer contato pelo email prof.juliolopes@gmail.com

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