sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Confronto entre as policias civil e militar - acontecimento previsível

Confronto entre as policias civil e militar - acontecimento previsível

Escrito por Júlio César Lopes da Silva

O Confronto entre as polícias civil e militar causou espanto em grande parte da sociedade, porém em nada me assustou, muito pelo contrário, era algo previsível e, talvez, inevitável.

O Brasil não tem o hábito de investir numa polícia inteligente e técnica, está mais ou menos preocupado em colocar viaturas e homens fardados para dizer que se faz política de segurança pública, quando, na verdade, estão tentando acarear votos.

Ora, enquanto o crime vem se organizando, utilizando das mais novas tecnologias, as polícias estão ainda combatendo o crime com revólveres trinta e oito, sem técnica e, pior, recebendo salários desproporcionais à complexidade e responsabilidade que o cargo requer.

Infelizmente, as polícias no Brasil recebem muito mal, a exemplo quero destacar as polícias de Mato Grosso em que um policial civil em cargo de nível superior recebe R$ 1.400,00 e um soldado da polícia militar em início da carreira R$ 1300,00. Não é de estranhar que nesse Estado também já houve confronto entre as policias militar e civil, porém não houve bomba de efeito moral, foi tiro mesmo.

Ademais, para piorar a situação, a criminalidade já avançou tanto que já existe uma inversão de valores. Quando os policiais estouram uma boca de fumo, por exemplo, os empresários do tráfico já articulados, entram com representação contra os policiais nas corregedorias, mobilizam as ONGS de direitos humanos - muitas delas mantidas pelo próprio tráfico - procuram as mídias e, no final, quem acaba sendo preso ou respondendo processo é o policial que estourou a boca de fumo.

Bandido tem que ser tratado como bandido. As condutas ilegais devem ser repreendidas conforme os ditames da lei... e os policiais, com respeito que merecem... não é qualquer um que arrisca a própria vida e de seus familiares em prol da mantença da ordem.

Não há como tratar os bandidos com “carinho”, porque eles não sentem nem um pouco de remorso quando metralham uma cabine com um PM dentro, nem quando matam nossos jovem com as drogas que vendem, nem quando estupram nossas mulheres e crianças.

O Crime organizado tem que se tratado como inimigo de estado e não como cidadãos que por uma fatalidade chegam a cometer algum crime.

Já passou da hora de investir com sabedoria na segurança pública, começando com um processo de unificação das polícias. A PEC 21/2005, já discutida neste blog, é uma alternativa, já que visa uma mudança Geral no sistema de segurança pública.

Quando a PEC 21/2005 foi aprovada na Câmara dos Deputados e encaminhada para o Senado, os coronéis de todo o país se dirigiram às pressas para Brasília com intuito de barrar a aprovação da PEC 21. Tem-se que acabar com o esse conflito de interesse: coronéis morrem de medo de ficarem subalternos aos delegados e estes acham que sabem mais que os coronéis. Os dois estão errados, cada um tem sua função específica. Repito, a PEC 21 é uma boa alternativa.

Se as polícias fossem eficientes, haveria diminuição da criminalidade, mas isso não interessa aos atuais detentores de poder no país, pois na situação em que vivemos nem os dirigentes do estado nem os dirigentes do estado paralelo estão interessado em mudança e os homens de bens ou são medrosos ou incapazes de tentar uma mudança.

Os maus estão se prevalecendo...

Um comentário:

  1. companheiros to copiando este artigo para soldadopi.stive.com.br

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