sábado, 6 de setembro de 2008

Soldados e majores são ouvidos no IPM - INSUBORDINAÇÃO

Soldados e majores são ouvidos no IPM - INSUBORDINAÇÃO
Recolhidos no Presídio Militar, no quartel do 5º BPM (Praça José Bonifácio), desde a madrugada do último sábado, os soldados Robson Randal Damasceno e Cristiano Silva de Castro, do Ronda do Quarteirão, prestaram depoimento, ontem à tarde, ao presidente do inquérito policial militar, tenente-coronel João Batista Bezerra dos Santos. Os dois são acusados de insubordinação contra os majores Júlio César Bezerra dos Santos e Carlos Meireles Passos Neto.Os soldados foram interrogados na presença de defensores públicos, a exemplo dos majores, que também compareceram ao quartel acompanhados de advogados.
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Por conta do caráter sigiloso da investigação, o teor dos depoimentos não foi revelado à imprensa.O tenente-coronel João Batista disse que os envolvidos foram ouvidos na condição de funcionários públicos militares estaduais e que, em nenhum momento, a hierarquia poderá servir para o cometimento de injustiças. Ele tem 20 dias para concluir o IPM com os réus presos ou 40 dias com os soldados em liberdade, a contar da data da detenção, prorrogáveis por mais 20 dias.Em seguida, o documento será apresentado ao comandante do Policiamento da Capital, coronel Sérgio Costa, que decidirá pelo encaminhamento à Justiça Militar.
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João Batista, que é comandante do 5º BPM, bacharel em Direito e já atuou na Corregedoria Militar por três anos, prometeu celeridade na investigação, que, segundo ele, se dará ´de forma imparcial e transparente, em busca da verdade real.´Som altoOs soldados Randal e Castro foram detidos após terem sido chamados para uma ocorrência de som alto em um bar, no bairro Jóquei Clube. Eles foram impedidos de fechar o estabelecimento, que estava com alvará atrasado, pelos dois majores da PM.Além do inquérito policial militar, uma investigação em paralelo está sendo efetuada pela Corregedoria dos Órgãos de Segurança Pública

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com

INSUBORDINAÇÃO
Soldados do Ronda do Quarteirão são soltos
Marcos Cavalcanteda Redação
Os soldados do Ronda do Quarteirão Randaw e Castro, presos desde o último sábado, foram soltos na tarde de ontem. Agora eles podem aguardar a conclusão do Inquérito Policial Militar em liberdade
Depois de quase sete dias, Guiomar Alves da Silva pôde se alimentar direito. Em jejum desde a prisão de seu filho, Robson Randaw Damasceno, 28, ontem à tarde ela foi buscá-lo no quartel do 5º Batalhão de Polícia Militar. Ele estava preso, junto com Cristiano Silva de Castro, 28. Os dois, soldados do Ronda do Quarteirão, foram acusados de insubordinação contra os majores da PM Júlio César e Carlos Passos, durante discussão em um bar no bairro Jóquei Clube. Agora, ela conta que só quer curtir o filho.
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"Estou muito feliz, mas ainda não dá para fazer festa. O menino dele (de dois anos e meio) está aqui com ele direto. Antes ele ficava só na minha casa, não queria ficar na dele, era só reparando a falta do pai", comenta Guiomar. Os soldados Castro e Randaw não quiseram dar entrevistas ou tirar fotos, segundo a mãe, para não terem problemas durante o Inquérito Policial Militar (IPM). "Eles não teriam nem palavras, eles ainda estão muito chocados com tudo o que aconteceu", ressalta. Laerte Marques, defensor público dos dois soldados do Ronda, diz que a Justiça Militar concedeu o habeas corpus e eles foram soltos às 14h30min.
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A liberdade provisória vale durante a tramitação do IPM, que deve durar até a próxima sexta-feira. Depois, eles aguardarão se o Ministério Público Militar denuncia ou não a dupla de soldados. "Agora, eles só perdem a liberdade provisória se cometerem algum delito ou crime", destaca Marques. O defensor público também informa que o presidente do IPM, tenente-coronel João Batista, recebeu a comunicação da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), registrando a ocorrência (prisão dos soldados), mas não pôde adiantar mais detalhes. Já o promotor militar Joathan de Castro Machado explica que os dois soldados foram liberados a contragosto do Ministério Público. "Nós damos parecer contrário e a nossa motivação é que não tínhamos elementos suficientes para avaliar se eles tinham ou não direito à liberdade provisória.
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A prisão em flagrante estava legal", diz Machado. A contar da data do fim do IPM, Joathan explica que terá 15 dias para denunciar ou não os dois soldados. "Provavelmente não vamos pedir diligências pois o IPM está sendo bem conduzido". ENTENDA O CASO Na madrugada do último dia 30, os soldados Randaw, Castro e Bezerra são chamados para atender a uma ocorrência de poluição sonora em um bar, localizado entre as ruas Minas Gerais e Plutão, no bairro Jóquei Clube. Os soldados do Ronda teriam dado a ordem de fechar o estabelecimento, mas os majores da Polícia Militar Júlio Cesar e Passos entraram em discussão e teriam impedido a equipe do Ronda de fechar o bar. Durante a discussão, o supervisor de policiamento do dia, major Marcos, foi chamado ao local.
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Depois de ouvir os dois lados ele deu voz de prisão aos três soldados do Ronda e ordenou que eles fossem conduzidos ao 5º Batalhão de Polícia Militar. Posteriormente, Bezerra foi solto, por não ter participado diretamente da ocorrência, enquanto Randaw e Castro só conseguiram ontem a liberdade.

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