segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Justiça Militar condena sargento gay a seis meses de cadeia por deserção

Justiça Militar condena sargento gay a seis meses de cadeia por deserção
Carolina Brígido


BRASÍLIA - O sargento do Exército Laci Araújo foi condenado nesta quinta-feira a seis meses de detenção por deserção. A decisão foi tomada por quatro votos a um pela primeira instância da Justiça Militar. Laci terá que cumprir a pena em um quartel e poderá abater do período os 58 dias que já passou preso. Ele terá o direito de recorrer em liberdade ao Superior Tribunal Militar (STM), e, se não o fizer, começar a cumprir a pena na próxima terça, dia 30 de setembro.
Laci e seu companheiro, o hoje ex-sargento Fernando Alcântara, causaram polêmica em junho ao darem entrevistas a veículos de comunicação em que confirmaram ser homossexuais e viver juntos. Após participarem de um programa de TV, chegaram a ser presos por deserção. Depois de solto, foi a vez do Exército acusar apenas Laci de deserção por ter faltado ao trabalho sem justificativa por mais de 11 dias.
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Ele chegou a ser preso e, atualmente, está internado em um hospital do Exército graças a um habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O julgamento de Laci na primeira instância militar havia sido adiado na terça porque seu advogado quis apresentar laudos médicos que comprovariam o diagnóstico de epilepsia do militar.
Portal Terra
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BRASÍLIA - O Superior Tribunal Militar julga nesta tarde o processo de deserção do sargento Laci Marinho de Araújo, que assumiu publicamente um relacionamento homossexual com outro militar.
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Araújo foi preso no dia 4 de junho. Pediu liberdade ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 23 e foi beneficiado com um habeas-corpus no dia 30 de julho. O sargento foi acusado de deserção pelo Exército, pelo fato de não ter se apresentado no quartel no dia 3 de abril. Dias antes da prisão ele havia assumido manter um relacionamento homossexual com um colega de trabalho, o também sargento Fernando Alcântara.
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Araújo negou ter desertado e disse que faltou ao trabalho por motivos de doença. O companheiro de Araújo também chegou a ser preso temporariamente, sob a acusação de ter se apresentado mal fardado. Ele pediu baixa da corporação.
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De acordo com o STM, se for condenado, Araújo pode pegar, no mínimo, seis meses de detenção. O tempo que ele permaneceu preso poderá ser reduzido da pena. O julgamento estava marcado para a última terça-feira, mas foi transferido depois que a defesa alegou que o réu sofre de epilepsia.

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