sábado, 6 de setembro de 2008

Jobim nega que equipamento do Exército faça grampo

Jobim nega que equipamento do Exército faça grampo
Plantão Publicada em 05/09/2008 às 19h35m
Tatiana Farah - O Globo
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SÃO PAULO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou nesta sexta-feira que o Exército tenha aparelhos para escuta telefônica. Em visita ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, Jobim afirmou que os equipamentos que foram comprados pelas Forças Armadas não estão habilitados a fazer grampo e "não se destinam a isso".
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- Não. Temos um problema de vinculação, quando diz respeito à Justiça Militar, quando há processos investigatórios na Justiça Militar, mas o resto não e nem se destina para isso - disse o ministro, respondendo à pergunta se os equipamentos comprados pelo Exército podiam fazer as gravações.
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Indagado mais uma vez, se havia grampos no Exército, o ministro respondeu que não.
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- De forma nenhuma. Não há nenhuma destinação para isso. O que temos de focar, claramente, neste assunto, e que para mim é um assunto a superar, é o problema do grampo no ministro Gilmar Mendes. A investigação já começou. Então, para mim é um assunto superado. Temos de aguardar essa investigação, o desenvolvimento do trabalho feito pela Polícia Federal em termos de apuração de responsabilidades.
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Jobim, que foi convocado para depor na quarta-feira na CPI dos Grampos, no Congresso, não quis falar sobre o depoimento.
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- Cada coisa no seu dia, vamos aguardar.
O ministro da Defesa disse não acreditar ser vítima de grampos nem temer ser grampeado.
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- Se tiver, não tem problema nenhum.
Sobre o recente episódio envolvendo o general Jorge Armando Félix, ministro do gabinete de segurança institucional da Presidência, Jobim preferiu responsabilizar os jornalistas. A Abin, acusada de grampear o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM), é subordinada ao gabinete do general Félix. Esta semana, Jobim desmentiu Félix e afirmou à imprensa que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) possuía aparelhos de escuta, comprados pelo Exército. Questionado se havia um mal-estar entre o general e o ministro, Jobim respondeu:
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- Esse assunto vem da necessidade de alguns, principalmente alguns de vocês (jornalistas), de identificar atritos e provocar atritos, mas não há absolutamente nada - concluiu.

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