quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Defensores públicos farão defesa de PMs (por transgressão discipplinar)

Defensores públicos farão defesa de PMs (por transgressão discipplinar)
Marcos Cavalcanteda Redação
Dois defensores públicos foram nomeados para acompanhar os soldados do Randal e Castro, do Ronda do Quarteirão, presos no último dia 30 acusados de insubordinação contra dois majores. Ontem, os principais envolvidos foram ouvidos
Os soldados Robson Randal Damasceno e Cristiano Silva de Castro, do Ronda do Quarteirão do Jóquei Clube, presos desde a madrugada do último sábado, 30, acusados de insubordinação contra os majores da Polícia Militar, Passos e Júlio César, conseguiram na tarde de ontem dois defensores públicos para acompanhar o caso. De acordo com o coronel Joel Brasil, coordenador do Ronda, agora a missão dos defensores é conseguir um habeas corpus. "Esta não é só uma prisão administrativa, o tempo todo eles se reportaram à Justiça Militar", explica Brasil. "Vamos fazer tudo o possível para que a verdade prevaleça e não desmotive as pessoas que trabalham", completa.
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O nome dos dois defensores não foi divulgado. O corregedor-geral da Corregedoria dos Órgãos de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, José Armando Costa, ouviu na manhã de ontem os principais envolvidos na operação do sábado, quando os policiais do Ronda foram chamados para uma ocorrência de som alto em um bar no Jóquei Clube, e teriam sido impedidos pelos dois majores da PM, que estavam como clientes no estabelecimento. Costa diz que os depoimentos dos soldados do Ronda foram acompanhados pelo titular da Secretaria da Segurança Pública, Roberto Monteiro. .
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"Esta ocorrência foi considerada muito importante para mim e o secretário. Ele me convocou e passamos o dia ouvindo as pessoas", diz. Ontem foram tomados os depoimentos dos soldados Randal e Castro, presos no quartel do 5º batalhão; do soldado Bezerra, que também participou da ação mas não foi preso; e dos majores Júlio César e Passos. Hoje o corregedor deve ouvir testemunhas que estavam no bar. Ele ressalta que o trabalho da corregedoria é independente do Inquérito Policial Militar (IPM).
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"Estamos procurando a verdade segura deste fato, que adquiriu uma dimensão muito grande. Por enquanto não posso dizer qual minha posição", diz Costa. A assessoria de imprensa da SSPDS informou que o secretário Roberto Monteiro vai se pronunciar assim que acabarem as investigações. Já o tenente-coronel João Batista, comandante do 5º Batalhão da PM, foi o oficial convocado para presidir o IPM. Ele explica que hoje deverá tomar o depoimento dos três soldados do Ronda que participaram da ação. "Poderia tê-los ouvido ontem mas, como não possuíam advogados constituídos, ia criar uma certa indelicadeza diante de todos os fatos, por isto preferi aguardar", diz Batista. .
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Na manhã e tarde de ontem, o coronel Batista foi conversar com pessoas que moram próximas ao bar, que não tem nome nem número, localizado entre as ruas Minas Gerais e Marte. Ele explica que ouviu mais de 15 pessoas da vizinhança. O coronel possui 20 dias para concluir o inquérito com os réus presos ou 40 dias com os soldados em liberdade, a contar da data da prisão, prorrogáveis por mais 20 dias. Durante a tarde de ontem, O POVO procurou o comandante da Polícia Militar, coronel William Alves Rocha, mas foi informado, por meio da assessoria de imprensa da PM, que ele não se pronunciaria sobre o caso, apesar de existir cinco policiais envolvidos.
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O POVO tentou ouvir por telefone o major Passos, lotado na Assembléia Legislativa, mas não conseguiu o número de seu celular. O POVO foi informado que o major Júlio César, comandante da companhia de Maranguape, não havia ido ontem ao quartel. ENTENDA O CASO Por volta da meia-noite de sábado, três policiais do Ronda do Quarteirão, Randal, Castro e Bezerra, foram chamados para uma ocorrência de som alto em um bar, localizado entre as ruas Minas Gerais e Plutão, no bairro Jóquei Clube. A equipe do Ronda já havia ido antes ao local e, da segunda vez, determinou que o bar fosse fechado. Os majores Passos e Júlio César, que estavam no bar, teriam impedido a ação dos policiais.
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.Houve uma discussão entre os soldados do Ronda e os dois oficiais. Segundo uma testemunha ouvida pelo O POVO, os oficiais teriam xingado os policiais e depois teriam utilizado contra si mesmos a algema tomada de um dos policiais do Ronda. Segundo o coronel Sérgio Costa, comandante do policiamento da Capital, o major Marcos, supervisor de policiamento da Capital no dia, foi chamado pela equipe do Ronda para o bar e chegou por volta das duas horas. Ao tomar conhecimento dos fatos, ele determinou a prisão dos três soldados ao 5º Batalhão. Os PMs Randal e Castro estão presos desde sábado, enquanto o soldado Bezerra foi solto depois que o relatório do major Marcos informou que ele não participou diretamente de toda a operação.
COMENTÁRIOS RETIRADOS DO SITE O POVO:

QUE COISA MAIS VERGONHOSA! Prender servidores públicos que estavam somente realizando seu trabalho porque 2 "oficiais" não podiam parar de fazer barulho nem de encher a cara. Isso é Brasil!
Tony
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E os oficiais são por acaso inimputáveis? mesmo sendo superiores eles desacataram funcionario publico no exercicio da função(policiais).CPB por isso este país não vai pra frente! ISSO É UMA VERGONHA! ESTOU DO LADO DA LEI,OS POLICIAIS ESTAVAM TRABALHANDO ,ENQUANTO OS OFICIAIS ESTAVAM DE FOLGA E TALVEZ ATÉ EMBRIAGADOS!
GUSTAVO SIMPLICIO
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Quer dizer então que dois oficiais que deviam dar o exemplo ficam fazendo baderna e os soldados que estavam cumprindo com as suas obrigações, trabalhando, é que são presos? Eita pais que nada vale é esse nosso brasil de merda. Porisso que os italianos vem pra cá, alugam apartamentos e ficam fazendo prostibulos nos condominios, não respeitam os nativos, sabem que nada irá contra eles, a lei está do lado do mais forte, de quem tem a grana no bolso.
roberto valette
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que coisa, deve-se respeitar patente mesmo sem a farda que a identifique e sobre a qual se exige a reserva moral de autoridade. Se os majores , ao despirem-se de suas fardas, não respeitam este estamento porque os soldados o deveriam. Isso não é insubordinação, mas recusa de obediencia, posto que os superiores não se postavam em acordo com a lisura de sua posição. Mas essa de terme que ser defendidos por defensores públicos implica em mais perseguição pois nem advogados a justiça militar os oferecerá.
erico dias
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AS AUTORIDADES CONSTITUIDAS E COMPETENTES TEM QUE APURAR O CASO E INFORMAR A POPULAÇÃO. É SABIDO QUE ALGUNS POLICIAIS APESAR DE TEREM SIDOS TREINADOS NÃO SABEM ABORDAR OS CIDADÃOS, AGEM COM TRUCULÊNCIA E IGNORÂNCIA.
José Cleber Xavier Duarte
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Este fato deverá ser apurado,e seu desfecho deve ser de conhecimento público.A instituíção PM deve ser preservada e os maus policiais expulsos.Um país terá futuro a partir do momento em que suas intituíções são fortes e confiáveis, transmitem credibilidade e justiça,respeitam a constituíção de seu país.
Francisco Eliezer Ferreira Lima
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Os PPMM erraram pelo fato de terem prendido os majores, pois pelo regulamneto os oficiais da PM só podem serem presos na presença de um oficial mais antigo(de patente superior). Caberia aos soldados representarem contra os oficiais, já que não há desacato entree um oficial e um soldado. Já que o soldado é preposto da autoridade, embora represente o comandante da Pm(autoridade)no exercício da função. Mas, não justifique que oficiais pratiquem baderna e falem com seus subordinados como gritam com cachorros de rua( pois cachorros domésticos são tratados amigavelmente)e barrem o serviço que outro colega de farda(o Major do CPC - comandante de policiamento da capital)esteja comandando e se mostrem dessa forma para poder aparecer para os demais que frequentavam o local. Porque talvez ninguém sabia da posição de oficial que eles ocupem na Pm. Sendo a maneira de demostrarem que mandam, afirmarem sua masculinidade e diluírem suas frustrações cotidianos e fazerem todos respeitarem foi se metendo no serviço de seus subordinados e ordena-lhe: última froma! meia volta volver! Para que depois os presentes dissessem : - é...vc é o cara, vc tem moral. E chega dessa picunha que há entre a PM convencional e a PM RONDA, só quem perde somos nós, cidadãos. É por isso que a Polícia militar não deveria ser militar. O NYPD (departamento de Polícia de Nova York) não é militar e funcionam bem melhor do que aqui. AUTORIDADES CONSTITUÍDAS PARA RESGUARDAR A SEGURANÇA DA SOCIEDADE OU AUTORIDADES PROSTITUÍDAS PELO ARROGANTE SABOR DO PODER.
ilton aparecido de paiva
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O CASO JA FOI APURADO E TEM ATE UMA FILMAGEM COM OS MAJORES ALGEMADOS ENTAO O RONDA TAVA FAZENDO O SEU TRABALHO MAS PERDERAM A RAZAO POR TE DADO VOX DE PRISAO E PRENDER OS MAJORES O ESTADO TEM Q TREINAR OS SOLDADOS DO RONDA ELES NAO TEM PREPARAÇAO ESSES MES SAIU UMA LEI Q NAO PODE MAS ALGEMAR ELES NAO SABIA OU ENTAO ESTAVAO DOIDO NAO E SO PORQUE ERAM MAJOR NAO MAS PODERIA SER UM CIVIL CIDADAO E LEI POR ISSO TEM Q SER PUNIDOS
francisco lucival da silva
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