quarta-feira, 6 de agosto de 2008

EUA recriaram frota para intimidar o Brasil

EUA recriaram frota para intimidar o Brasil
Diógenis Santos

Dr. Rosinha disse que o pretexto de combate ao terrorismo é distorcido.
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O presidente do Parlamento do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), afirmou nesta terça-feira que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos na América Latina tem o objetivo de intimidar o Brasil e a América do Sul, não só por questões políticas, mas por causa da expansão do País na exploração do petróleo.
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"Sob o pretexto de segurança contra o terrorismo, recriam a Quarta Frota. Na minha opinião, é um pretexto distorcido", avalia. Criada em 1943 diante da ameaça nazista, a unidade havia sido desativada em 1950.
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Entretanto, desde o último 29 de julho ela voltou a realizar operações nos mares da América Latina.De acordo com Dr. Rosinha, entre as razões que levaram à reativação da frota estão o crescimento político da América do Sul, com uma postura crítica em relação à política externa norte-americana; e os acordos internacionais que têm proporcionado maior independência dos países latino-americanos em relação aos Estados Unidos.
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Resolução do Mercosul Dr. Rosinha elogiou a resolução aprovada na semana passada pelo Parlamento do Mercosul que condena a presença da frota nas costas do Atlântico Sul. Por outro lado, assinalou que o Parlamento brasileiro ainda não se manifestou contra a presença americana no litoral do País.
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Ele afirmou ainda que os conflitos existentes na região devem ser tratados diplomaticamente. Segundo o deputado, o Parlamento do Mercosul entende que, em problemas de segurança nacional, como o terrorismo, cada País tem como fazer a sua própria defesa.O deputado lembrou que a última intervenção militar dos Estados Unidos no Atlântico Sul foi, juntamente com a Inglaterra, na Guerra das Malvinas, no início dos anos 80. Ele enfatizou que, "no golpe militar de 1964, a Marinha norte-americana estava nas costas brasileiras".
Reportagem - Paulo Roberto Miranda/Rádio Câmara
Edição - Renata Tôrres (Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')
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Simon condena presença da 4ª Frota dos EUA no Atlântico Sul
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse, em entrevista à Agência Senado, que é uma coincidência preocupante para o Brasil o fato de ter havido a descoberta de petróleo na costa brasileira e, no mesmo período, a 4ª Frota da Marinha norte-americana posicionar-se no Atlântico Sul, 58 anos depois de ter sido desativada.
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Simon informou que, amanhã, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) vai discutir o conteúdo de uma carta que será enviada aos candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, registrando a rejeição brasileira à presença desse destacamento militar em águas sul-americanas.A carta será elaborada pelos senadores Simon e Eduardo Suplicy (PT-SP), que foram, juntamente com os senadores João Pedro (PT-AM) e Cristovam Buarque (PDT-DF), no dia 9 de julho, à embaixada americana comunicar ao embaixador dos Estados Unidos, Clifford Sobel, os protestos brasileiros contra a atuação da 4ª Frota na América do Sul.Simon destacou, durante a entrevista, que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, somente foi comunicado da presença da 4ª Frota por telefonema da secretária de Estado do governo Bush, Condoleezza Rice, depois que os senadores protestaram junto ao embaixador americano no Brasil.
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Na opinião do parlamentar, a atitude americana é uma desconsideração para com a soberania do Brasil e dos outros países da América do Sul.As jazidas de Tupi ficam a cerca de 150 milhas e estendem-se além das 200 milhas, lembrou Simon. O Brasil, lembrou também, apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU) proposta sobre o direito à exploração dos recursos econômicos na costa brasileira. Ainda em discussão na ONU, a proposta envolve uma área de exploração de 960 mil quilômetros quadrados além da área das 200 milhas.Essa área se estende ao longo da costa brasileira, principalmente nas regiões Norte (região do Cone do Amazonas e Cadeia Norte Brasileira), Sudeste (região da Cadeia Vitória-Trindade e Platô de São Paulo) e Sul (região do Platô de Santa Catarina e Cone do Rio Grande) e equivale à soma das áreas dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Assim, a área oceânica sob jurisdição brasileira totalizará 4,4 milhões de quilômetros quadrados.
FONTE: www.senado.gov.br

3 comentários:

  1. É, no mínimo, preocupante este passeio da frota americana pela costa brasileira, logo após a descoberta de uma jazida tão grande de petróleo. Ficou muito claro para o mundo inteiro a verdadeira razão da invasão do Iraque. Não havia armas químicas, só muito petróleo. A ganância americana é indomável.

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  2. Realmente preocupante, já que as FFAA brasileira está completamente sucateada, colocando em risco a segurança nacional. E tem uma coisa que não levamos em considereação é que os EUA, pode a qualquer momento intervir na América do Sul, utilizando da mesma desculpa do Iraque.

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  3. • Falar das riquezas naturais do Brasil, e q este é o país do futuro, sempre me deixa inquieto. Como podem ainda nossos políticos darem respostas evasivas, serem hipocritas, fingir q nada esta acontencendo. Precisamos ter mais atenção ao q esta acontencendo, e dar mais ouvidos aos especialistas e talvez os verdadeiros patriotas e interessados na questao, os comandos das nossas forças de defesa; nosso exercito, nossa marinha e nossa aeronautica; estes ja sinalizam a tempo o perigo de nosso territorio ser tão cobiçado; das movimentações militares americanas q ja alguns anos vem acontecendo em nossas froteritas terrestres, com varias bases fronteiriças em paises visinhos; e agora marítima. Talvez as respostas dos governantes seja p esconder a verdade, se assumir q estamos em perigo, tera o governo q destinar muito mais verbas para aumentar,disciplinar, treinar e reequipar nossas forças.Precisamos exigir mais atençao, e maior atividade de nosso governo e as forças de defesa. Qualquer um q ja visitou a europa ou america do norte, sabe q eles olham no mapa e garantem q o territorio amazonico é deles. Tenho medo. Como será o futuro de nossos filhos e netos?

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