quinta-feira, 8 de maio de 2008

Assaltante de banco é Morto e Policiais respondem a imquérito - Caso Campo Verde


Corregedoria abrirá inquérito militar PM para averiguar conduta de policiais durante a tentativa de assalto ao BB da cidade Campo Vede a fim de verificar se houve ilicitude na morte de assaltante




Ladrão manteve funcionários do banco como reféns por 13h e foi abatido no momento em que deixava agência.

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A Corregedoria da Polícia Militar (PM) confirmou ontem que será aberto inquérito policial militar para averiguar a atuação dos policiais na morte do assaltante Simplício Pereira de Souza, 29 anos. Ele rendeu, na manhã de terça-feira, quatro pessoas durante uma tentativa de assalto à agência do Banco do Brasil do município de Campo Verde (130 quilômetros, ao sul de Cuiabá).

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“Mesmo que haja excludente de ilicitude, quem deve determinar isto é a Justiça (Militar)”, disse o corregedor geral da PM, coronel Francisco Raimundo de Souza, se referindo ao fato do capitão Januário Edwiges Batista ter atirado contra o bandido em legítima defesa. A exclusão de ilicitude é prevista no artigo 23 do Código Penal, que diz que não há crime quando o agente pratica o fato em estado de necessidade, legítima defesa ou em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.

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O prazo para conclusão do inquérito é de 40 dias, prorrogáveis por 20. Depois, é encaminhado para a Justiça Militar. A tentativa de assalto teve início na manhã de terça-feira e durou 13 horas. O capitão foi atingido por dois disparos, quando o assaltante saía, por volta das 20h40, de dentro da agência com dois reféns – os outros dois já haviam sido libertados – como escudo. Ao sair, ele empurrou os reféns e atirou contra um grupo de 12 dos 60 policiais que acompanhavam o assalto. Em seu disparo, o bandido atingiu dois tiros no capitão e, na seqüência, foi alvejado na cabeça com um tiro de fuzil.

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Segundo a PM, o assaltante estava armado com dois revólveres calibre 38, faca de mesa, martelo e portava 14 munições, quatro celulares, fita adesiva, corda de nylon e um rádio de pilha. Ele não tinha passagem pela polícia. O bandido também possuía artefatos explosivos. Uma equipe da PM teve de atuar para desmontar o dispositivo.

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Ferido, o capitão chegou a Cuiabá por volta da 00h30 de ontem e foi atendido por uma junta médica do hospital Jardim Cuiabá, composta por dois cirurgiões, um clínico geral e um ortopedista. O primeiro disparo, possivelmente de um revólver calibre 38, transfixou a lateral da coxa e, o segundo, atingiu a região superior da perna e permanece alojado, mas sem oferecer perigo de morte. Os procedimentos médicos foram acompanhados pelo tenente-coronel Nadin Amui, da Direção de Saúde da PM. De acordo com a avaliação médica, o oficial não sofreu fratura, comprometimento vascular, dos nervos e as articulações foram preservadas.

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Às 2 horas, o capitão deixou o hospital e encontra-se em tratamento domiciliar. A assessoria de imprensa do Banco do Brasil informou que os funcionários que foram mantidos como reféns foram liberados para ficar com a família e, que apesar do trauma psicológico, passavam bem.

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Pela manhã, os demais funcionários da agência, que só teve expediente interno, também estiveram reunidos com psicólogos.


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