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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nossos votos de melhora para o PM-MT Wilson Pereira Neto que foi beleado ao reagir a assalto.

 
Policial permanece em estado grave

 


Wilson Pereira Neto, que foi baleado há uma semana quando reagiu a um assalto, teve de se submeter a mais uma cirurgia



Violência: aspirante a oficial da PM está lutando contra a morte depois de reagir a assalto
ALECY ALVES
Da Reportagem

Permanece internado na UTI do Hospital Jardim Cuiabá, em estado grave e respirando com a ajuda de aparelhos, o aspirante a oficial da Polícia Militar de Mato Grosso, Wilson Pereira Padilha Neto, 27 anos, que foi baleado há uma semana.

Wilson ficou ferido ao sofrer uma tentativa de assalto na porta da casa da namorada, no bairro Coophamil, na noite da sexta-feira de Carnaval. Ele e a namorada saíam para uma festa de formatura, por volta das 23 horas, quando o carro deles foi cercado por dois assaltantes.

O casal estava entrando no veículo quando ocorreu a abordagem. O policial, de acordo com informações da PM, reagiu ao assalto ao perceber que um dos bandidos iria atirar.

Na troca de tiros, Neto baleou o assaltante Márcio Menezes da Silva Júnior, de 20 anos, mas também foi atingido no coração, braço e mão. De acordo com informações do comandante do 1º Batalhão da PMMT, coronel Walter Silveira, uma das balas transfixou o coração do oficial.

Anteontem, por causa de uma infecção, Wilson Neto, que já havia sido operado na noite do crime, no PSMC, teve de ser submetido a outra cirurgia.

Ferido no braço, na perna e no abdome, Márcio Filho também passou por cirurgia no PSMC, onde permanece internado em estado gravíssimo. Outros três homens foram presos sob acusação de envolvimento na tentativa de assalto.

Capturado horas após o crime, Damisson Reinaldo de Moraes, de 19 anos, está sendo apontado como a pessoa que estava na companhia de Márcio na rendição do casal.

Os irmãos Dagner e Vagner de Andrade, presos pela Polícia Militar na última terça-feira, também teriam participação na tentativa de assalto. A investigação aponta que eles estariam em um carro, dando cobertura aos outros ladrões.


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Protesto da PM pode chegar a MT

 

EXTRAÍDO: http://www.rdnews.com.br/noticia/protesto-da-pm-pode-chegar-a-mt

Nayara Araújo

A Polícia Militar de Mato Grosso pode deferir greve a exemplo do que aconteceu na Bahia. Segundo o deputado federal, cabo Juliano Rabelo (PSD), que atua na vaga de Valtenir Pereira (PSB), haverá uma mobilização nacional na próxima quinta (9), no Rio de Janeiro, em solidariedade à classe. Eles reivindicam a aprovação do PEC 300, uma emenda constitucional que aumenta o salário da categoria. "Em Mato Grosso, por exemplo, está previsto 16,9 mil policiais atuando em todo o Estado, mas nós temos apenas 7 mil, incluindo os que estão de férias ou de licença. Isso é um desrespeito com a classe e com a população!", dispara.

A discussão já se estendeu da Câmara para o Senado. O senador Pedro Taques (PDT) aproveitou a reunião da Subcomissão de Segurança Pública, nesta terça (7), para dizer que o Congresso deve cumprir seu papel de representante da sociedade realizando diligencia no local, mas sem interferir nas negociações.

"Precisamos saber o que está acontecendo na Bahia. É necessário evitar que o movimento tenha efeito cascata em outros Estados. Entretanto, não podemos participar das negociações", avaliou. Tiveram a mesma opinião os senadores Lindbergh Farias (PT), Aluísio Nunes (PSDB) e Demóstenes Torres (DEM).

O cabo Juliano, por sua vez, argumenta que desde dezembro do ano passado tenta agendar, sem êxito, uma conversa com o governado Silval Barbosa (PMDB), para tratar do assunto. "Ele (Silval) não atende minhas ligações e nem da minha assessora. Nós estamos tentando falar com ele sobre esta situação deste dezembro e até agora nada", enfatiza. O deputado também reclama do descaso da presidente Dilma e assegura que, depois da reunião, os PMs já terão ter um posicionamento preciso sobre uma paralisação geral ou não.

"A culpada de tudo isso que está acontecendo é a Dilma. Vamos pressioná-la para que ela tome uma medida que resolva esta situação", declara. Embalado pelas críticas, o cabo dispara também contra o Governo do Estado. "O interior está praticamente abandonado. Eles não tratam os PMs da maneira que merecem. No nosso Estado somo só cobrados e não temos nem o que é nosso por direito em troca", revindica.


sábado, 28 de janeiro de 2012

PM-CE e bombeiros ainda aguardam governo cumprir acordo pós-greve

Ana Beatriz Sugette

EXTRAÍDO: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=333877&modulo=967

 

Os policiais militares e bombeiros do Ceará estão em estado de alerta para uma possível nova paralisação, afirmou na tarde desta terça-feira (24), o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz. A categoria aguarda a criação de uma comissão com formação partidária entre membros do governo e dos militares para formular, em 90 dias, novas regras referentes ao acordo que deu fim à greve.

De acordo com Pedro, o prazo para a criação da comissão é de 30 dias e a categoria segue há 18 sem nenhuma resposta. "Caso o governo não cumpra com sua parte, vamos convocar uma assembleia geral para que possamos decidir que providências podemos tomar", afirmou o presidente da assembleia sem descartar uma retomada da greve.

Outra preocupação da categoria é o recesso da Assembélia Legislativa, que deve voltar às atividades apenas no dia 2 de fevereiro. "Nossa pauta passa por questões de legislação e tudo precisa ser definido em leis específicas. Temos tecnicamente que esperar a assembleia para encaminhar a mensagem", disse Pedro Queiroz. "Nós não somos idiotas. Se o governador tivesse interesse, convocaria uma sessão extraordinária", completou.

De acordo com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), uma reunião está prevista para a tarde da próxima quarta-feira (25) com o objetivo de debater sobre o assunto. No encontro estarão presentes o secretário de Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo; o secretário da Fazenda, Mauro Filho; o procurador geral do Estado, Fernando Oliveira; o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Coronel Bezerra e o comandante da Polícia Militar, coronel Werisleik Matias

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Em clima de greve, policiais militares do Rio negam envolvimento com políticos

Em clima de greve, policiais militares do Rio negam envolvimento com políticos

Movimento grevista foi acusado pelo comandante-geral de ser politizado

Jornal do BrasilJorge Lourenço
 
 

Representantes de cada batalhão se reúnem na manhã desta sexta-feira (13/01) com o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho, para expor as exigências do movimento grevista. Desde o sucesso da paralisação da categoria no Ceará, a PM fluminense tem se unido cada vez mais para tomar o mesmo rumo. Como Erir Ribeiro tem bom relacionamento com a tropa, sua ideia original era levar as reivindicações dos policiais ao governador Sérgio Cabral.

As eleições municipais deste ano, no entanto, já figuram como o principal obstáculo dos grevistas. O governador teme que seus adversários políticos se aproveitem da mobilização e usá-la como palanque contra a reeleição de Eduardo Paes, por isso já indicou ao comandante-geral que terá pouca tolerância com uma possível paralisação do dia 11 de fevereiro. Em contrapartida, os líderes da greve garantem que não têm qualquer vínculo político com adversários do governo.

>> Exclusivo: confira a pauta de reivindicações do movimento grevista

"Está claro para os líderes da greve que o governador Sérgio Cabral não é nosso inimigo. Nós estamos defendendo a nossa categoria, e não enfrentando o governo. Tanto é que, se nossos pedidos forem atendidos, não vai haver greve", explica o cabo Joao Carlos Soares Gurgel, um dos líderes do movimento grevista. "É claro que não podemos ser hipócritas. Estamos falando de milhares de policiais militares. Alguns podem realmente ser abertamente contra o Sérgio Cabral e simpatizar com seus rivais, mas esse não é o espírito do nosso movimento.

Policiais militares ameaçam parar as atividades em fevereiro, pouco antes do carnavalPoliciais militares ameaçam parar as atividades em fevereiro, pouco antes do carnaval

Apesar de ter maioria absoluta na Assembleia Legislativa e na Câmara, os políticos aliados de Sérgio Cabral têm pouco ou nenhum diálogo com os policiais militares. Hoje, as principais vozes da categoria no legislativo são de oposição, como o major reformado Paulo Ramos (PDT) e os irmãos Flávio e Carlos Bolsonaro (ambos do PP). O próprio cabo Gurgel, que foi candidato a deputado estadual em 2010 pelo PTB e pode se candidatar a vereador neste ano, foi atacado pelo comandante-geral por supostamente usar a greve a seu favor.

Quem está revoltado é o PM honesto, e não o corrupto que recebe propina

"Se eu chegar na reunião e tiver essas pessoas (com envolvimento político), eu vou dizer isso na cara deles, que eles são aproveitadores. Não estão vendo o interesse da corporação e sim o deles", disse o coronel Erir Ribeiro, durante uma entrevista coletiva na última quinta-feira (12/01). Para Gurgel, a declaração foi uma tentativa de desqualificar os grevistas.

"O que eu tento deixar claro é que eu não sou um político. Eu sou um policial militar escolhido por outros policiais para representar a categoria. Tanto que sou apenas um porta-voz dos grevistas, e não um líder absoluto na força. A insatisfação com as atuais condições de trabalho não foram inventadas por mim, estão todas lá".

Apoio popular

Vítimas constantes de ataques do crime organizado, donos do pior salário da categoria em todo o país e trabalhando em jornadas semanais de 72 horas, os policiais militares que se mobilizam pela greve enfrentam outro problema: a falta de apoio popular da corporação, cuja imagem acabou manchada pelas milícias e casos recorrentes de corrupção. Para ganhar a simpatia do povo, os policiais pretendem expor as condições precárias nas quais vivem.

"Quem está revoltado é o policial militar justo e honesto, o policial que não recebe propina. O corrupto está feliz com as coisas da maneira que estão. Ele não gasta quase metade do salário dele com transporte, já que nós não temos vale-transporte, ele não fica sem dinheiro no fim do mês, ele é favorecido. Infelizmente, quem está de fora acha que todo policial militar é bandido, mas isso só diz respeito a uma parte pequena da corporação", garante Gurgel, que busca o apoio dos bombeiros.

"A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros são regidos pela mesma legislação, eles são os nossos co-irmãos. Além disso, os bombeiros têm uma imagem muito positiva com a sociedade e simpatizam com as nossas reivindicações. Eles estão juntos no movimento".

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Após reunião, policiais militares do Ceará encerram paralisação

Policiais militares e bombeiros do Ceará decidiram, na madrugada desta quarta-feira, encerrar a greve das corporações no Estado. A decisão foi tomada em assembleia que reuniu representantes dos militares, do governo e do ministério público. As informações são da rádio CBN.

A reunião que resolveu o impasse da segurança pública cearense durou cinco horas.

Nesta terça-feira, criminosos aproveitaram a falta de policiamento em Fortaleza para promover arrastões na cidade. Lojas de rua e de shoppings de Fortaleza, como nas ruas Floriano Peixoto e Major Facundo, fecharam as portas ou reforçaram a segurança particular.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a maior parte das denúncias sobre arrastões, que não são poucas, são boatos. Nas redes sociais e no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), são dezenas de relatos de supostas ocorrências de assaltos e arrastões. No início da tarde de ontem, a hastag #CaosEmFortaleza era uma das mais comentadas no microblog Twitter.

No sábado, o governador Cid Gomes decretou situação de emergência e solicitou tropas do Exército e Força Nacional que policiam o Ceará desde o Réveillon.

A 10ª Região Militar, do Exército Brasileiro, passou a responder pela Segurança Pública no Ceará, após cabos e soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros decidirem entrar em greve, na última quinta feira, 29, às vésperas do Réveillon.

Extraído de: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/01/04/apos-reuniao-policiais-militares-do-ceara-encerram-paralisacao/

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PM Rondônia precisa de nosso apoio. a Luta pela melhoria da condição de trabalho é justa. Veja o que estão fazendo com os manifestantes.

Soldado acusado de incentivar motim na PM de Rondônia vai continuar preso

ÍNTEGRA DA DECISÃO

Da reportagem do TUDORONDONIA

O soldado Jesuíno Silva Boabai, da Polícia Militar de Rondônia, continuará preso. Ele é acusado de liderar greve na Corporação e incentivar os crimes de motim, revolta e incitação.

A desembargadora Zelite Andrade Carneiro, do Tribunal de Justiça de Rondônia, indeferiu pedido de liminar em habeas corpus a favor de Jesuíno.

Ao indeferir o pedido de liberdade, a magistrada fundamentou: "É cediço que a petição de habeas corpus deve ser instruída com um mínimo de provas pré-constituídas a demonstrar, com efetividade, a coação ilegal ao direito fundamental à liberdade.
No entanto, no caso dos autos, o impetrante deixou de juntar a cópia dos autos que tramitam na origem, de tal modo que resta impossível analisar as circunstâncias da prisão preventiva. No estado em que se encontram os autos, torna-se inviável, e carente da segurança necessária, a análise do argumento do impetrante relativo à ausência de fundamento para a prisão cautelar, já que o conjunto probatório não fornece subsídios para tanto".

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Deputado propõe extinção da Justiça Militar no RS

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Deputado propõe extinção da Justiça Militar no RS

Noticias Comentar

'O deputado Raul Pont (PT) apresentou a Proposta de Emenda Constitucional 222/2011 que prevê a extinção do Tribunal da Justiça Militar do Rio Grande do Sul. "Apenas três estados brasileiros mantém hoje tribunais militares regionais. A diferença de tratamento tem origem na noção equivocada de que a atividade de policiamento ostensivo é militar, não civil, o que está errado. Com a mudança, teremos mais recursos para a Brigada Militar e tratamento igualitário para todos os servidores públicos do Estado", defende Pont na justificativa da proposta, que recebeu apoio de deputados de todas as bancadas.

Atualmente, o orçamento da Justiça Militar do Rio Grande do Sul é de mais de R$ 31 milhões. Segundo o que propõe a PEC, esses recursos seriam aplicados para a ampliação, qualificação e modernização dos serviços da Brigada Militar.

Fonte: http://rsurgente.opsblog.org/2011/12/16/deputado-propoe-extincao-do-tribunal-da-justica-militar/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

RONDÔNIA - GREVE DOS PM, EXÉRCITO FAZ A "SEGURANÇA"

Exército faz segurança em Rondônia com PM em greve

Extraído deAgência Estado

Cerca de 1,2 mil homens do Exército de Rondônia, Acre e Amazonas foram convocados para atuar na segurança nas ruas de Porto Velho e algumas cidades do interior de Rondônia por conta da greve da Polícia Militar do Estado. Todas as pessoas que forem presas neste tempo pela Forças Armadas responderão de acordo com a gravidade de seus delitos pela Justiça Militar Federal.

A Operação Rondônia, como foi batizada pelo Exército, está sendo deflagrada nas regiões onde se localizam os principais batalhões da Polícia Militar. Participam da operação, militares dos Batalhões de Infantaria de Selva de Humaita (AM), Rio Branco (AC) e Guajará-Mirim.

De acordo com o secretário de Estado da Segurança, Marcelo Bessa, a paralisação atinge basicamente o município de Porto Velho. O comandante da Polícia Militar de Rondônia, Cesar de Figueiredo, declarou que o apoio do Exército será por tempo indeterminado, enquanto durar a greve. "Não se pode deixar que 1,6 mil policiais militares coloquem em risco a vida da população", finalizou o comandante.

Segundo o general Ubiratn Potty, comandante da 17ª Brigada, Marinha e Aeronáutica poderão ser acionadas se necessário.

domingo, 4 de dezembro de 2011

PM e bombeiros entram em greve - Rondônia

 
Da reportagem do TUDORONDONIA


Porto Velho, Rondônia - Policiais e bombeiros militares amanheceram este sábado de greve. Como a lei proíbe movimento grevista na corporação, as mulheres e familiares dos membros da categoria estão à frente do movimento, que começou forte na capital com o bloqueio de quartéis e o esvaziamento de pneus de viaturas e motos da PM.

Até às 10 horas deste sábado, as mulheres e familiares haviam conseguido manter 10 viaturas paradas no 1º Batalhão; 10 no 5º; dois ônibus e oito viaturas com os pneus esvaziados na Companhia de Trânsito; 20 motos com os pneus esvaziados na mesma companhia.

Esta é a segunda greve da Polícia Militar de Rondônia no primeiro ano do Governo Confúcio. As mulheres e familiares alegam que o Governo tem sido intransigente nas negociações. O Estado chegou a oferecer um percentual de reajuste, mas retirou a proposta.
Os militares reivindicam 44% de reajuste e garantem que, desde o início do ano, vêm dando uma trégua ao governador. Nesse período, realizaram várias manifestações, movimentos paredistas, carreatas, tudo para chamar atenção da população para a segurança pública.

Depois de descumprir a promessa dos 44% - 11% em agosto/2011, 11% novembro/2011, com 22% vinculados à transposição -, o governo apresentou "uma contraproposta vergonhosa em que os militares terão que aguardar até 2014 para a sua valorização", diz Ada Dantas, da Assfapom, uma das entidades à frente do movimento.
Segundo a Assfapom, "o governo se aproveita da vedação constitucional (de não poder fazer greve) para calar o profissional; ao contrário ,é preso".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ARTIGO: Odres novos e coragem para travessia

Odres novos e coragem para travessia

 

"Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põem-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam" (Mateus 9.16,17).

 

O debate só é possível se pensarmos nos contemporâneos papéis e missões atribuídos à Universidade e à Polícia Militar. Escrevo visando aos que ainda estão na "dúvida razoável".

A abordagem policial é sempre um momento de grande tensão e exige do profissional de polícia: cautela, firmeza e conhecimento da legislação.

Os manifestantes sabem que nada mais recorrente do que ouvir que a USP está distante do dia-a-dia e dos problemas das pessoas comuns. Seguir a opção de afastar a PM do campus, neste momento, reforçará esta imagem.

A USP firmou convênio temporário com a PM no sentido de que policiais militares com motos e viaturas operacionais também exercessem o inquestionável poder de polícia no interior do campus, apoiando a competente Guarda Universitária. Um recente homicídio ocorrido na FEA motivou o convênio.  

Não cabe ao patrulheiro questionar o que foi decidido e planejado, dentro da legalidade. Prever e prover são tarefas do escalão superior sempre com respeito à vida, integridade física, dignidade das pessoas e interagindo com o cidadão, construindo soluções sólidas e perene para os problemas de segurança.

Em 2011, registramos 146 mil interessados em freqüentar o campus; mais de 133 mil não terão êxito.

Na USP, onde me formei, ou na Cidade Tiradentes, onde morei, a atuação, postura e transparência da atividade policial deverá ser a mesma,  quer quanto ao uso de drogas, quer em ocorrências de dano ao patrimônio público. Aos uspianos, não há que se falar em uso inocente ou desconhecimento do submundo drogas.

 

A Universidade lutou para que a prestação dos serviços públicos essenciais (saúde, educação e segurança) ocorressem de forma indistinta e com imparcialidade.

 A segurança pública é um processo sistêmico e responsabilidade de todos. Queiramos ou não, a polícia representa o resultado da correlação de forças políticas existentes na própria sociedade.

Um PM é um profissional do Estado como qualquer outro, contudo, mexe com questões vitais altamente sensíveis e explosivas (vida e liberdade) e só ele pode, na forma da lei, fazer seu papel usando, se necessário, a força.

Certamente parte da sociedade alegrou-se  ao ver discentes promoverem ato favorável à manutenção da PM, que zela pela mais perfeita fruição da vida universitária. A frase da praça do Relógio pode ajudar aos mais extremistas neste debate: "No Universo do conhecimento o centro está em toda  parte".

Em um esforço com as palavras eu diria que o papel da polícia é manter o tenso equilíbrio da lei e da ordem, não qualquer ordem – mas aquela desejada pelos justos cidadãos; pelo que consta, estes não repelem a PM.

Ao contrário do que alguns ainda pensam, a moderna formação e os constantes treinamentos habilitam a PM a lidar com ocorrências e adversidades de toda ordem, em qualquer dia, horário e lugar.  

Lembro Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo. E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la. Teremos ficado para sempre. À margem de nós mesmos."

 

Ronilson de Souza Luiz, capitão da Polícia Militar, docente da Academia de Polícia Militar do Barro Branco e doutor em educação pela PUC/SP. (profronilson@gmail.com)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Aos Policiais que faziam a escolta de bandidos da Rocinha são presos - PRISÃO É POUCO PARA ESSES VAGAB... QUEREMOS MORALIZAÇÃO DAS POLICIAS...

Os policiais que ajudavam na fuga dos bandidos, o chefe do tráfico da Rocinha e os comparsas estão presos na sede da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio.


Além da prisão do traficante Nem, a Polícia Federal deu outro golpe na quadrilha que comanda a venda de drogas na Rocinha. Dez pessoas foram presas no bairro da Gávea, entre eles policiais civil e militares que faziam a escolta de bandidos.





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