Wilson Pereira Neto, que foi baleado há uma semana quando reagiu a um assalto, teve de se submeter a mais uma cirurgia
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Da Reportagem
Permanece internado na UTI do Hospital Jardim Cuiabá, em estado grave e respirando com a ajuda de aparelhos, o aspirante a oficial da Polícia Militar de Mato Grosso, Wilson Pereira Padilha Neto, 27 anos, que foi baleado há uma semana.
Wilson ficou ferido ao sofrer uma tentativa de assalto na porta da casa da namorada, no bairro Coophamil, na noite da sexta-feira de Carnaval. Ele e a namorada saíam para uma festa de formatura, por volta das 23 horas, quando o carro deles foi cercado por dois assaltantes.
O casal estava entrando no veículo quando ocorreu a abordagem. O policial, de acordo com informações da PM, reagiu ao assalto ao perceber que um dos bandidos iria atirar.
Na troca de tiros, Neto baleou o assaltante Márcio Menezes da Silva Júnior, de 20 anos, mas também foi atingido no coração, braço e mão. De acordo com informações do comandante do 1º Batalhão da PMMT, coronel Walter Silveira, uma das balas transfixou o coração do oficial.
Anteontem, por causa de uma infecção, Wilson Neto, que já havia sido operado na noite do crime, no PSMC, teve de ser submetido a outra cirurgia.
Ferido no braço, na perna e no abdome, Márcio Filho também passou por cirurgia no PSMC, onde permanece internado em estado gravíssimo. Outros três homens foram presos sob acusação de envolvimento na tentativa de assalto.
Capturado horas após o crime, Damisson Reinaldo de Moraes, de 19 anos, está sendo apontado como a pessoa que estava na companhia de Márcio na rendição do casal.
Os irmãos Dagner e Vagner de Andrade, presos pela Polícia Militar na última terça-feira, também teriam participação na tentativa de assalto. A investigação aponta que eles estariam em um carro, dando cobertura aos outros ladrões.
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A Polícia Militar de Mato Grosso pode deferir greve a exemplo do que aconteceu na Bahia. Segundo o deputado federal, cabo Juliano Rabelo (PSD), que atua na vaga de Valtenir Pereira (PSB), haverá uma mobilização nacional na próxima quinta (9), no Rio de Janeiro, em solidariedade à classe. Eles reivindicam a aprovação do PEC 300, uma emenda constitucional que aumenta o salário da categoria. "Em Mato Grosso, por exemplo, está previsto 16,9 mil policiais atuando em todo o Estado, mas nós temos apenas 7 mil, incluindo os que estão de férias ou de licença. Isso é um desrespeito com a classe e com a população!", dispara.
Policiais militares ameaçam parar as atividades em fevereiro, pouco antes do carnaval

